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sábado, 5 de abril de 2014

Ecos



Deixa que as gotas de música
cristalizem no eco das nossas notas.
É um solfejo de música cristalina
abraçando as palavras
no abraço que não demos.

Acordaremos as madrugadas
com a saudade refrescante do orvalho
correndo  a pauta
na sinfonia do arco dos nossos corpos.

Cobrir-te-ei de rosas
na dança florida dos nossos lábios
onde o poema
eternizará esta inquietude selvagem
no veludo das mãos
que atravessam  o rio sem margens.


Tu e eu,
a metamorfose da primavera
na alquimia serena das sílabas
numa chuva de sons con [ sentidos ]
onde te imagino 
na cachoeira deste rio escondido


na vertigem da corrente tão efémera.


Manuela Barroso
Imagem: da Net





17 comentários:

. intemporal . disse...

.

.

. que nos sejam de rosas todas as madrugadas .

.

. manuela . um grande beijinho .

.

.

✿ chica disse...

Ecos que trazem notas de um lindo amor! Beleza, Manuela, como sempre!!Adorei! beijos, lindo domingo e semana! chica

ॐ Shirley ॐ disse...

Lindo!!! Amei!
Manuela, beijos!

Emília Pinto disse...

Ecos acordam-me" as madrugadas " ultimamente; ecos de uma saudade inquieta que corre" nas pautas " do meu dia de um modo complexo, um tanto desordenado; uma mistura de emoções cobre o meu coração, ora de " rosas, ora de espinhos numa dança nada " florida.E na tentativa de retribuir esses ecos que teimam em eternizar esta inquietude selvagem " fiz ouvir o meu coração lá bem longe, no outro lado do oceano; ouvi um coração saudoso que ao meu quis transmitir alegria...tranquilidade...uma "refrescante saudade" ; mas...apesar da " alquimia das silabas os dois corações sabiam que elas não passavam de simples " sons consentidos...compreendidos..cumplices; muitas coisas não puderam ser ditas...explicitas, mas os dois corações sentiram a essência da mensagem, sentiram o verdadeiro significado daquele eco que, feito dança, andou de lá pará cá e de cá para lá, tentando a quietude necessária para a construção de poema mais florido. Há sinfonias doces que ecoam no meu eu...há dúvidas sobre o poema feito...há consciência de que não poderia ter escolhido versos diferentes...há pesar...há sofrimento causado...há nostalgia. O eco que me chegou do outro lado aveludou a minha inquietude, mas não refrescou a minha saudade. E neste " haver " Começar de novo ) de tantas emoções...desilusões...certezas misturadas às incertezas e dúvidas, resta-me a consciência de ter escrito o poema que soube...que pude, que me foi permitido; resta-me também a esperança de que um dia os dois corações se abram um ao outro e digam " agora, sim, tu e eu vamos atravessar para a outra margem e finalmente escrever o poema florido de outros tempos. Resta-me agradecer-te a beleza destes Ecos poeticos aos quais juntei os meus hoje bastante nostalgicos, inquietos; diria até...tristes.Amanhã...quem sabe, não escreverei uns versinhos mais floridos ? Há que tentar! Tentarei, querida amiga! Obrigada e que os ecos te acordem as madrugada sempre com saudades " refrescantes ". Beijinhos.
Emília

Anne Lieri disse...

Manuela,que belos ecos de amor nessa poesia! Bjs e ótima semana,

Nilson Barcelli disse...

Há ecos assim, muito agradáveis ao ouvido e não só...
Gostei muito do teu poema, foste genial, mais uma vez.
Manuela, tem uma óptima semana.
Beijo.

Pérola disse...

Quem poderá resistir a tão bela poesia?

Eu rendo-me e presto vassalagem.

Deixo que o perfume das rosas me acompanhe pois não resisto a roubar alguma da essência do momento.

Beijo

Graça Pires disse...

O eco das rosas e dos sonhos de amor...
Beijo.

Ana Oliveira disse...

Ecos de um lindo amor...
Beijo.
Ana

Olinda Melo disse...


'O abraço que não demos' acorda-nos para a realidade de que tudo não passa de sonho ou ecos de algo muito desejado...
A musicalidade das palavras é impressionante e quase que nos leva a pensar que tudo acontece de conformidade com o jogo do amor.
Mas, voltamos à realidade nos últimos versos,'onde te imagino', oh! naquela cachoeira...

Excelente construção poética, cara Manuela.

Bj

Olinda

CamilaSB disse...

Neste "jardim", onde os versos emergem ternos e harmoniosos, sentem-se-se ecos de perfumadas flores que brotam da sua alma Manuela :) Belíssimo poema! Já tinha saudades...Mas, infelizmente, nem sempre o tempo e a disposição nos ajudam a fazer tudo o que queremos :(
Beijinhos com o meu carinho de sempre :) Boa semana minha amiga e obrigada pelo carinho!

leninha brandao disse...

Ah, minha querida, este "abraço que não demos", nos entrega um sentimento dorido e dolorido da não realização de um amor sonhado e idealizado, melancolicamente recordado...lindo e delicado eco de um sentimento filigranado em rendas e tules, em prata e em pérolas preciosas e delicadas, como tua poesia de sonho.
Bjssssssss ,minha querida!

Nilson Barcelli disse...

Vim à procura de mais ecos...
Manuela, tem um bom fim-de-semana.
Beijo.

Beatriz Bragança disse...

Querida Manelinha
Um belo poema, onde ecoa uma constante inquietude!
Um pensamento criativo,dono de uma musicalidade ímpar!
Um prazer sempre renovado que encontro na leitura dos teus versos! Bem hajas!
Beijinhos
Beatriz

Duarte disse...

Beleza, no que expressão estes versos, que ritmicamente desvenda sentires.
É o bom do eco, trás aquilo que expandes...
Um grande abraço, querida amiga

Olinda Melo disse...


Faço minhas as palavras do Nilson...

:)

Uma excelente semana lhe desejo, cara Manuela.

Bj

Olinda

A.S. disse...

Uma doce melodia...

Beijos,
AL