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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Que importa...



Que importa o nevoeiro do dia
se tenho a luz da noite para te beijar?
caírei como as estrelas fugidias
dorminindo em teus braços
enquanto houver luar
e no mar do silêncio
serei a sereia
em lençóis de espuma
dormindo na areia
em sonhos de pluma

     Manuela barroso, "Eu Poético VI"
    Imagem: Net

                  

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Fala-me




 Imagem: net

Fala-me
das nossas mãos
na virgindade das flores
escuta
o nosso hino
no solfejo branco do linho
e ouve
a nossa música 
para onde quer que fores
Quero  perpetuar em  violetas
o perfume  do amor
na fantasia das cores 

Manuela Barroso, in "Eu Poético"

 
                                         

sábado, 9 de novembro de 2013

O topázio






O topázio
é a cor do teu entardecer
Visto-me de rosas
com cetim de beijos
no céu das madrugadas
para te receber
E
quando os meus braços
te tecerem de aromas quentes
vê o teu retrato nos meus olhos
despe a tua alma
embala-me contigo
até amanhecer



Manuela Barroso, in "Eu Poético"
Imagem: net

 

sábado, 5 de outubro de 2013

Um barco de sedas

   
 
 
 
 
 
Um barco azul de sedas
num reposteiro de bruma
atravessa nosso lago
na pele  florida
da espuma.

 
No cais dos teus braços
os teus olhos são os remos
bordando no mar os laços
nos nós brancos
em que nos demos

 
Tantas cascatas à solta
caindo dentro do peito
maré alta,
aguarela
na tela onde te deito.
Nesta tinta de algodão
ainda és a imagem
de tão secreta paisagem.

 
Nas linhas da minha mão
a luz escreve
o traço
na penumbra do abraço.
Luz e sombra
em união

 
Manuela Barroso, in "Eu Poetico VI"
Imagem da Net

sábado, 20 de julho de 2013

Ouvi-te








Ouvi-te no som morto
                                     das águas planas
Encontrei-te no nunca
                                               do tempo ansioso por nascer
 

Agora
vejo-te no jardim da noite
onde o mocho
                                      pia o teu nome
                                     no lago dos segredos por dizer


Enxergo estátuas em ciprestes
beijo o abstrato da sombra
morrendo no abraço que deste


Porém
a música  que tocavas
                                          continua
                                           em paulatinos silêncios de alegria
                                que escrevo  na alma da lua



Manuela Barroso, in "Eu Poético"
  

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Em voos....POSTADO




Em voos matinais
levo-te nas penas das nuvens
E na música do sol
embala-me na melodia
transparente das mãos
que foi palco do nosso dia
Dança comigo, amor,
neste baile tardio
onde os passos fluem calmos, lentos
com a suavidade de um rio.


Manuela Barroso, "Eu Poético"
Pintura An-He

sexta-feira, 30 de março de 2012

Pela doçura


 Pela doçura da luz
vi a paisagem
onde dormiam meus sonhos.
teci violinos no fogo dos lábios,
nas cordas dos teus cabelos
belos.

nas minhas memórias
povoam palavras,
histórias
que ouvi nas rosas
das tuas mãos.
sombras de teclas
 no piano do chão!

Manuela Barroso

Pintura: Garmash

                                                        

sábado, 24 de março de 2012

Brincam



Brincam nas horas brandas,
varandas de luz
em sol tardio.
as flores dos teus braços
são baladas,
ondas de espuma
e sargaços
em mar bravio.
e navego nos teus olhos
em barcos de fantasia
na tempestade de afetos
maré cheia
sol posto
corpo de sombra
na areia.

Manuela Barroso

Pintura: Garmash
                             

sábado, 10 de março de 2012

Quando


Quando o sol se desnudava
aparecias transparente
na bruma
morna
envolvente.
Vestiste meus lábios
de sabores delicados
ardentes.
Como penas de flores
atravessei os teus olhos
numa barca de luar.
E no canal da noite
numa balada de estrelas
Tu e eu
num amor
feito de mar!

Manuela Barroso

Pintura: Helene Beland

                        

sábado, 3 de março de 2012

Nos lábios do vento




Nos lábios do vento
o pólen invisível
nas flores das palavras
no mel
do teu sorriso
Numa dança sem tempo
descem
deslizando
e cobrindo
de alegrias noturnas
enfeitando a  minha pele
com perfumes de carícias
embriagada de ternuras!

Manuela Barroso

Pintura-Vladimir Volegov

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cálidas...


Cálidas folhas de nuvens
sobrevoam os meus olhos
Abro as mãos
que num suspiro lento
acenam saudades
ao vento
com fome da tua pele
E tu, amor,
colhes o enigma do perfume
no azul do pensamento
no sussurro de um silêncio
denso
E na vertigem do amor
colho o êxtase das paisagens
nos olhos da tua mão
borboletas
sobrevoando a
falésia
deste mar
em contínua oscilação.


Manuela Barroso

Pintura de Vladimir Volegov
                                                 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Na noite...


  Na noite em silêncio
nasciam luares
dançando no vento morno
da palma da tua mão.
E a sombra descia
numa sensação vadia
tornando mais pura
a alegria da rua

Na algema dos dedos
na prisão do laço
nasciam flores
no perfume do abraço
Teceu-se a ternura
nas sedas que faço
em fios de candura.

Sobravam saudades.

A lua emergia
desvendava segredos
e o orvalho escorria.

Manuela Barroso
Pintura- D. Enjolras

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Nos lábios das flores

 Vladimir Volegov

 Nos lábios das flores sinto o veludo das pétalas
na  cor labareda do laranja do sol poente
girassóis de fome e de fogo em pele ardente

Na penumbra da tarde passeiam aromas de delírios
em noturnos segredos e ondas de loucura tardia 
na música do teu corpo feito melodia

E nesta harpa em acordes musicais de fantasia
a noite cai e dorme na tua boca
São gotas de orvalho, na madrugada vazia

Poeira de sonhos amantes
luz fugidia
sombras distantes.

Manuela Barroso
    

sábado, 14 de janeiro de 2012

Nos Olhos


 Vladimir Volegov

Nos olhos das palavras
ficaram esqueletos nas ervas,
porque as flores
essas,
caíram na terra que lavras.
E nas mãos floridas
queimei incensos vadios
no fogo da noite.
Labaredas em ondas
crepitando sussurros
no corpo das sombras.

                              Manuela Barroso
                                                                      
  

sábado, 7 de janeiro de 2012

Tempo...

 Foto de Arquivo - Foz


Tempo,
O que ficou de outrora?
Sussurra baixinho
como a brisa no salgueiral,
que as ondas do rio ainda correm mansas,
que as libelinhas voam preguiçosas
que o céu se tingirá de tardes
no crepúsculo das tuas ondas.
Que o mar num abraço longo
Beija ainda e sempre a deserta  praia
no açúcar branco da areia florida 
que no pôr do sol, logo se desmaia.
E o lençol da noite
que de preto se veste
ainda que de branco  só se manifeste
cobrindo ternuras
tao longas
tao puras
será  sempre o símbolo 
dos cânticos de amor
sepultado hoje
nestas pedras duras!

Manuela Barroso

  
                                          

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Um enlace...

 Foto -Google
Um enlace...
 meia  porta,
meia luz,
corpo terno,
abraçar!
Foge a sombra
nascem luzes
num tempo
que também é feito de mar!
E as ondas
que se deitam
assim na areia,
balbuciam sussurros doces
nos lábios quentes
da espuma.
Dormem os segredos
de sonhos feitos,
de alegrias
e de medos...
Qual ampulheta
onde cada hora
caía cérele,
Uma a uma!

                                  Manuela Barroso



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Inércia



O sol morria ao longe
e deitava-se no silêncio
cavado fundo
adormecido.
Nasceu o breu
negro e triste
num manto de solidão
deambulando as pedras
feitas as pedras do chão.
Fecharam-se as portas do peito
torre inerte de granito
cofre de saudade e mistério
terra fria em que me deito.

E no silêncio adormecido
pousando no fundo de mim
dorme também o vazio
nesta quietude sem fim...
                          
M.Barroso "Eu Poético III"

sexta-feira, 17 de junho de 2011

POÉTICA...



Trazias a noite
que dançava nas tuas mãos
e o sorriso
que navegava nos teus olhos.
A luz
escorria dos teus cabelos
numa imagem sinuosa de luz.
E o silêncio
aquecia as palavras
que se prolongavam na tua boca
como um navio em mar aberto
baloiçando com as marés.
A brisa
respirava docemente
e o perfume da maresia
foi o regaço do descanso.
E eras agora
a madrugada
descendo a tela do sossego da noite
que não adormeceu!..

                                                M.Barroso "Eu Poético"

quarta-feira, 11 de maio de 2011

VOLÚPIA


 Imagens Google

Seu corpo, se de noite eu o tocasse
Era a curva da Terra, ou parecia.
Cada beijo que eu desse em sua face
Logo rompia, nele, a luz do dia!..

E, como morna cinza que restasse
Do fogo que aos dois juntos, aquecia,
Seu corpo após beijado, se o beijasse,
Tornava a pegar fogo, logo ardia!..

E, quando, fatigado pelo amor,
Seu corpo contemplava, adormecido
Na postura, fazia-me supor

O tronco duma árvore, caído,
Que, após o muito fruto e muita flor,
Caíra ao chão, depois de ter florido!..

                                                    

                   Forentino Alvim Barroso, In " Vento e Ventanias"



( Como homenagem a Tio Poeta que ainda não julga sê-lo...)

quinta-feira, 31 de março de 2011

POETRIX - NOITE

CREPÚSCULO-Fotografia de Helena Chiarello

NOITE

AS PÁLPEBRAS DA NOITE
 FECHARAM OS MEUS OLHOS
 QUE DORMIRAM ACORDADOS!

manuela.