quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
A menina dos caracóis!
Dias que nascem florindo manhãs inquietas!
E ela, a nossa Leninha, começa a sorrir da altura do seu sótão,
para os gorjeios das manhãs!
Janelas rasgadas ao sol, a luz invade-lhe o peito enorme
que sorri para as flores e para as maritacas.
E antes que as nuvens ofusquem claridades,
eis que se antecipa aos vendavais da tristeza
que não deixa que faça ninho neste coração enorme,
espalhando bondade e sorrisos nas melancolias
que bordam caminhos ao longe....
A vida vestiu-a de cores de menina, com cabelos anelados,
com saudades de futuro!
E este Sorriso que mora no outro lado do mar, atravessa o oceano
e chega com o aroma das rosas de maio.!
Por isso, deixa que eu escolha as tuas flores que gostava que abraçasses! Rosas brancas!
E tu a olhá-las, deixando que o perfume se entrelaçe,enfeitando os teus cabelos!
Para ti, minha querida Leninha, quero deixar aqui a ternura do meu abraço enorme,
com o aroma das flores,
com o cheiro da ternura, neste dia de teu aniversário!
E que continues a vestir os nossos dias de alegria!
E tece as amizades com as cores da pureza dos linhos, em lençóis de graça e ternura.
Pinta os teus passeios com que nos brindas com as tuas palavras doces.
Passeia a tua ternura com sorrisos de bondade e alma serena!
...E com a magestade da tua grandeza, porque hoje , tu és a Rainha!
Felicidades!
Parabéns!!!
Tchim...tchim....
Manuela Barroso
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Neve- Poetrix
Neve
Na flor branca da neve
colho flores
Gelo quente em tuas mãos
Manuela Barroso, "Ensaios Poetrix-cos"
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Nua
Dormindo toda nua, no seu leito
(Toda nua, dormindo), eu encontrei-a:
Arfava, os lindos seios sobre o peito
Como as ondas do mar buscando a areia.
Aos seus carinhos sempre tão afeito,
De lhe beijar o corpo tive ideia.Mas seria fazer, se fosse feito,
Numa cena tão linda, cena feia.
Foi quando vi (que cego!), ela dormia,
Que sono, como amante nos regaços,Ante o meu próprio olhar a possuía!
Então, ciumento em mim, dando dois passos,
Acordei-a! Mas, quando isto faziaJá tinha para a amar, a cruz nos braços!
Florentino Alvim Barroso,- "Vento e Ventanias"
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Amizades
As palavras colam-se no peito, engasgando o coração...
Mas sorrimos, quando de entre abrolhos que nos picam a alma como estiletes de ferro, aparece uma flor com pétalas de seda entre os cardos da vida!
...E quando me disserem que as amizades aqui são virtuais, aqui deixo o testemunho de uma amiga autênticamente verdadeira que fez o brinde com água do oceano!
...e o sal misturou-se com a minha terra de mar...
...e secaram palavras!
Obrigada Leninha!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Para Manuela
Mas sorrimos, quando de entre abrolhos que nos picam a alma como estiletes de ferro, aparece uma flor com pétalas de seda entre os cardos da vida!
...E quando me disserem que as amizades aqui são virtuais, aqui deixo o testemunho de uma amiga autênticamente verdadeira que fez o brinde com água do oceano!
...e o sal misturou-se com a minha terra de mar...
...e secaram palavras!
Obrigada Leninha!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Teu sorriso percorria os caminhos do vinhedo e o som de tua voz encantava os passarinhos.Criança alegre e que sentia "o tempo caindo como pétalas cansadas de flor vazia" e que "entrava no baile das vindimas,colhendo lágrimas que eram também sorrisos",adentraste a juventude e a maturidade sem sentir o peso dos anos vividos porque "o peso não diminuia o sorriso pois era o peso da alegria que não pesa."
Hoje é teu aniversário e eu gostaria de mandar instalar,como o Poeta,um alto falante,perto de tua janela para que os cantos dos passarinhos fossem ampliados e te acordassem,como uma sinfonia da natureza em tua homenagem...e meu desejo é que as flores de teu jardim se abram e exalem um doce aroma à tua passagem e que a claridade do sol ilumine o teu caminho e te deseje um bom dia...e que este dia seja luminoso e só te traga alegrias.
Hoje é teu aniversário e eu gostaria de mandar instalar,como o Poeta,um alto falante,perto de tua janela para que os cantos dos passarinhos fossem ampliados e te acordassem,como uma sinfonia da natureza em tua homenagem...e meu desejo é que as flores de teu jardim se abram e exalem um doce aroma à tua passagem e que a claridade do sol ilumine o teu caminho e te deseje um bom dia...e que este dia seja luminoso e só te traga alegrias.
Para Manuela
sábado, 8 de outubro de 2011
Soneto
Serei quem sinto ser-me, quando sinto?
Ou eu serei apenas esse absinto
Que outro bebeu e a mim me embriagou?
Como a loucura, transtornado estou,
Confuso e torvo como um labirinto.
Ao pressentir, porque me pressinto,
Eu não sei se sou eu, ou se não sou.
De que consiste a minha realidade?
Um fantasma que surge e me intimidaComo a mentira em face da verdade?
Página à toa lida e decorada,
Com palavras vãs se explica a Vida,Se a ignorância não explica nada?
Florentino Alvim Barroso, "Vento e Ventanias"
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Gerês
| Serra do Gerês-Foto Minha |
Do que a minhota serra do Gerês.
É tão formosa que a beleza dela
Nos prende como um jogo de xadrez.
Parece pincelada numa tela
Uma pintura que um pintor lá fez.
Levou a cópia dela cá da Terra!
Por isso, com amor, sempre a diviso.
E, dirá bem e quem disser não erra:A vê-la não se escreve, é de improviso!...
Florentino Alvim Barroso, "Vento e Ventanias"
sábado, 1 de outubro de 2011
Despertares
Despertares
Enquanto o sol nascia
despertava a madrugada
da noite que expodia
Manuela Barroso, "Ensaios Poetrix-cos"
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Casa em ruínas
Abadia - Minho
Em escombros, a casa de uma herdade
Pela pedra se vê que foi vistosa,
Como velhinha que, apesar da idade,
Ainda tem traços de que foi formosa.
É triste, por ser triste, de verdade
Aquela que foi nova, vê-la idosa.
Depois que se ultrapassa a mocidade
Não há vaidade que não perca a prosa.
O tempo acaba todo o ser vivente.
E o que é velho nunca mais renova
Por ser morte contínua, permanente.
E o que mais acaba e disto é prova,
É vermos a velhice a ver a gente,
Que, como a casa em ruínas, já foi nova.
Florentino Alvim Barroso, "Vento e Ventanias"
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Desflorir- Soneto
Não colhas essa flor do teu jardim:
Da sua graça é tal a brevidade,Que quando a colhes me parece a mim,
Alguém morrendo em plena mocidade.
Se a beleza é a ânsia que te invade,
Semeia e faz o bem! Fazendo assim,Tu farás um jardim da humanidade,
Onde jamais as flores têm fim.
Verás então que as flores mais formosas
Não são as que se colhem com a palma
Da mão que enfeita jarras donairosas:
Mas aquelas que tu, à chuva, à calma,
Semeies (as mãos cheias, dadivosas),
Na terra em que pisar a tua alma!
Florentino Alvim Barroso, "Vento e Ventanias"-Sonetos
sábado, 6 de agosto de 2011
Soneto-O jugo
| Quinta dos Loridos - Bombarral |
De que escapar não pode o mais ladino:
A velhice é escrava das saudades,
Da devoção, escravo, o peregrino.
As mentiras são servas das verdades,
Condenado a dobrar, está o sino.
Porque nós, por incógnitas vontades,
Do berço já trazemos o destino.
Não há poder contra este poderio:
A travessia é obrigada à ponte
Como obrigado ao leito, está o rio.
É este o jugo a nos curvar a fronte.
Pois ódio seja, amor, calor ou frio,
O destino da sede é ir à fonte.
Florentino Alvim Barroso, "Vento e Ventanias"- Sonetos
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