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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Convite- Apresentação dos livros "Inquietudes" e "O Vento e as Ventanias"

  

  







  Tenho o prazer de convidar os meus amigos seguidores e comentadores para o lançamento das minhas “INQUIETUDES” – Poética
e

do livro de poesia “O VENTO E  AS VENTANIAS” de Florentino Alvim Barroso, meu tio.
O evento realizar-se-à no dia 5 de Maio, sábado, pelas 16h, no Palacete dos Viscondes de Balsemão, Praça Carlos Alberto, 71-Porto e cuja aprentação está a cargo  d Prof. Doutora Isabel Pires de Lima e Teresa Gonçalves, respetivamente.
A partilha deste momento, com a  vossa presença, é uma alegria que muito me honrará.
Abraço
Manuela Barroso


 
Na floresta de ti, ouve o silêncio
no sopro da noite!
E deixa-te afagar 
pelo abraço das estrelas!
Assim...
Quietamente!

Manuela Barroso


sexta-feira, 30 de março de 2012

Pela doçura


 Pela doçura da luz
vi a paisagem
onde dormiam meus sonhos.
teci violinos no fogo dos lábios,
nas cordas dos teus cabelos
belos.

nas minhas memórias
povoam palavras,
histórias
que ouvi nas rosas
das tuas mãos.
sombras de teclas
 no piano do chão!

Manuela Barroso

Pintura: Garmash

                                                        

sábado, 24 de março de 2012

Brincam



Brincam nas horas brandas,
varandas de luz
em sol tardio.
as flores dos teus braços
são baladas,
ondas de espuma
e sargaços
em mar bravio.
e navego nos teus olhos
em barcos de fantasia
na tempestade de afetos
maré cheia
sol posto
corpo de sombra
na areia.

Manuela Barroso

Pintura: Garmash
                             

sábado, 10 de março de 2012

Quando


Quando o sol se desnudava
aparecias transparente
na bruma
morna
envolvente.
Vestiste meus lábios
de sabores delicados
ardentes.
Como penas de flores
atravessei os teus olhos
numa barca de luar.
E no canal da noite
numa balada de estrelas
Tu e eu
num amor
feito de mar!

Manuela Barroso

Pintura: Helene Beland

                        

sábado, 3 de março de 2012

Nos lábios do vento




Nos lábios do vento
o pólen invisível
nas flores das palavras
no mel
do teu sorriso
Numa dança sem tempo
descem
deslizando
e cobrindo
de alegrias noturnas
enfeitando a  minha pele
com perfumes de carícias
embriagada de ternuras!

Manuela Barroso

Pintura-Vladimir Volegov

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cálidas...


Cálidas folhas de nuvens
sobrevoam os meus olhos
Abro as mãos
que num suspiro lento
acenam saudades
ao vento
com fome da tua pele
E tu, amor,
colhes o enigma do perfume
no azul do pensamento
no sussurro de um silêncio
denso
E na vertigem do amor
colho o êxtase das paisagens
nos olhos da tua mão
borboletas
sobrevoando a
falésia
deste mar
em contínua oscilação.


Manuela Barroso

Pintura de Vladimir Volegov
                                                 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Na noite...


  Na noite em silêncio
nasciam luares
dançando no vento morno
da palma da tua mão.
E a sombra descia
numa sensação vadia
tornando mais pura
a alegria da rua

Na algema dos dedos
na prisão do laço
nasciam flores
no perfume do abraço
Teceu-se a ternura
nas sedas que faço
em fios de candura.

Sobravam saudades.

A lua emergia
desvendava segredos
e o orvalho escorria.

Manuela Barroso
Pintura- D. Enjolras

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Nos lábios das flores

 Vladimir Volegov

 Nos lábios das flores sinto o veludo das pétalas
na  cor labareda do laranja do sol poente
girassóis de fome e de fogo em pele ardente

Na penumbra da tarde passeiam aromas de delírios
em noturnos segredos e ondas de loucura tardia 
na música do teu corpo feito melodia

E nesta harpa em acordes musicais de fantasia
a noite cai e dorme na tua boca
São gotas de orvalho, na madrugada vazia

Poeira de sonhos amantes
luz fugidia
sombras distantes.

Manuela Barroso
    

sábado, 14 de janeiro de 2012

Nos Olhos


 Vladimir Volegov

Nos olhos das palavras
ficaram esqueletos nas ervas,
porque as flores
essas,
caíram na terra que lavras.
E nas mãos floridas
queimei incensos vadios
no fogo da noite.
Labaredas em ondas
crepitando sussurros
no corpo das sombras.

                              Manuela Barroso
                                                                      
  

sábado, 7 de janeiro de 2012

Tempo...

 Foto de Arquivo - Foz


Tempo,
O que ficou de outrora?
Sussurra baixinho
como a brisa no salgueiral,
que as ondas do rio ainda correm mansas,
que as libelinhas voam preguiçosas
que o céu se tingirá de tardes
no crepúsculo das tuas ondas.
Que o mar num abraço longo
Beija ainda e sempre a deserta  praia
no açúcar branco da areia florida 
que no pôr do sol, logo se desmaia.
E o lençol da noite
que de preto se veste
ainda que de branco  só se manifeste
cobrindo ternuras
tao longas
tao puras
será  sempre o símbolo 
dos cânticos de amor
sepultado hoje
nestas pedras duras!

Manuela Barroso