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sábado, 7 de dezembro de 2013

Ouve





Ouve
A noite perfumou-se de lua
vestiu-se de branco
O vento esvoaçava
numa constante ousadia
o véu
onde eu me escondia
da tua alegria
Parou
mas bordou o nosso amor no linho
E no luar
sobraram as sombras
do nosso vendaval branco, em desalinho


Manuela Barroso, in "Eu Poético VI"

                                                                                           


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Fala-me




 Imagem: net

Fala-me
das nossas mãos
na virgindade das flores
escuta
o nosso hino
no solfejo branco do linho
e ouve
a nossa música 
para onde quer que fores
Quero  perpetuar em  violetas
o perfume  do amor
na fantasia das cores 

Manuela Barroso, in "Eu Poético"

 
                                         

sábado, 9 de novembro de 2013

O topázio






O topázio
é a cor do teu entardecer
Visto-me de rosas
com cetim de beijos
no céu das madrugadas
para te receber
E
quando os meus braços
te tecerem de aromas quentes
vê o teu retrato nos meus olhos
despe a tua alma
embala-me contigo
até amanhecer



Manuela Barroso, in "Eu Poético"
Imagem: net

 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Parabéns Gracita!




Minha querida amiga Gracita.

Neste dia tão especial, longe de ti ,
 nada mais  te posso oferecer, que flores,
que te levo nos meus braços!
Quero desejar-te as maiores  felicidades,
porque és uma amiga sempre presente
 com o teu carinho, com a tua disponibilidade,
com a tua bondade, com a tua alegria
sempre de roupa novas!
Um terno abraço ,
desta tua amiga de longe,
 mas
que tanto te estima e admira!
Todas  bênçãos do Universo,
caiam sobre ti!

Tu amiga e comadre do blog Carinhos, onde estás tão presente!

Beijo no coração e muitos anos com saúde e paz!



Manuela Barroso

sábado, 5 de outubro de 2013

Um barco de sedas

   
 
 
 
 
 
Um barco azul de sedas
num reposteiro de bruma
atravessa nosso lago
na pele  florida
da espuma.

 
No cais dos teus braços
os teus olhos são os remos
bordando no mar os laços
nos nós brancos
em que nos demos

 
Tantas cascatas à solta
caindo dentro do peito
maré alta,
aguarela
na tela onde te deito.
Nesta tinta de algodão
ainda és a imagem
de tão secreta paisagem.

 
Nas linhas da minha mão
a luz escreve
o traço
na penumbra do abraço.
Luz e sombra
em união

 
Manuela Barroso, in "Eu Poetico VI"
Imagem da Net

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Arraiolos- Pousada

Nada na vida é permanente. Um dia tudo muda. Ou acaba.
Hoje não sei se acabei. Mas mudei.
Nas andanças por este Portugal pequenino (e não só) aqui vos deixo a homenagem que ele merece: mostrar um pouco da sua História nos monumentos, e  beleza nas suas paisagens!
Tão simples, tão antigo mas tão lindo! E para o confirmarem vou deixando (sem pretensiosismos porque nada sei de fotografia) em mensagem icónica, o grito com que o sufocam hoje e cada vez mais! 
O meu intuito é e será sempre levar a minha leitura através do que vejo .
 A dita poesia transformar-se-á agora em eternos louvores pelo que vejo, vivencio e aprecio!
O meu abraço de sempre para TODOS que me "virem"!
 
 
 
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 O Castelo, no alto, vigia a paisagem que dorme na beleza doce e pacífica do Alentejo,
onde  à noite o canto dos grilos se mistura ao das cigarras, embalando ainda mais
a sonolência da  Vila
 
 Aqui, continua o silêncio do Mosteiro com refrescos de árvores centenárias
que abrigam  memórias nas suas sombras

 Dentro, o mundo fica lá fora, e traz-nos a calma que acalenta e reconforta
da canícula do verão...

 ...trazendo recordações, levando recordações! Basta deixar-nos levar pela imaginação
que se prende na beleza que nos envolve...

... na vetustez e seriedade da entrada austera.

 Fora, envolvendo todo o conjunto, o chão em calçada portuguesa por onde se passeia debaixo
de sobreiros e oliveiras que nos cumprimentam juntamente com o aroma da terra.

 Assim se passam inesquecíveis férias neste Mosteiro , agora convertido nesta linda e romântica pousada em Arraiolos.
Afinal, "viver não custa, o que custa é saber viver!"

Beijo!

sábado, 20 de julho de 2013

Ouvi-te








Ouvi-te no som morto
                                     das águas planas
Encontrei-te no nunca
                                               do tempo ansioso por nascer
 

Agora
vejo-te no jardim da noite
onde o mocho
                                      pia o teu nome
                                     no lago dos segredos por dizer


Enxergo estátuas em ciprestes
beijo o abstrato da sombra
morrendo no abraço que deste


Porém
a música  que tocavas
                                          continua
                                           em paulatinos silêncios de alegria
                                que escrevo  na alma da lua



Manuela Barroso, in "Eu Poético"
  

sábado, 8 de junho de 2013

Pedras


"Um monte de pedras deixa de ser um monte de pedras no momento em que um único homem o contempla, nascendo dentro dele a imagem de uma catedral."
 
 Saint-Éxupery 


 Ouço...


Ouço
os segredos
desta serra
que pernoita
na luz
 doce
desta bruma
que dorme
no chão leitoso
das pedras
nuas
 na imagem
que sinto
e
 não vejo...

Manuela Barroso, Excertos de "Poema Oblíquo"

 



  

  

Fotos: Arouca,
Serra da Freita
 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Eis que chega!


Eis que chega a primavera com todos os cambiantes e magias que lhes conhecemos, que nos encantam, que nos contagiam.
Fui espreitá-la longe do bulício e vestia-se assim:

 
















......
 ...E o Sol se ergue tranquilo e morno
Trazendo à Terra inteira harmonia
E cá no mundo tudo corre mansamente
Como preguiçoso rio, sem corrente
Num hino de louvor e alegria.

Manuela Barroso, in "Inquietudes"

quinta-feira, 7 de março de 2013