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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Chica brinca de Poesia

"Botando a cabeça para funcionar"-

http://chicabrincadepoesia.blogspot.pt/
E, colaborando

Achei bela esta imagem da nossa Chica.
Depois pensei aqui direto, mais ou menos assim...

 Imagem retirada do blog da Chica -http://chicabrincadepoesia.blogspot.com
Não fujas. deixa-te aprisionar pela mansidão da água procurando ler o que está escrito no céu.
não procures alcançar o espaço  com as palavras do teu  voo.
a paz esconde-se algures entre as clareiras do painel que te rodeia.
não corras.
os teus olhos são a luz que ultrapassa todos os cometas na fragilidade da bússola do teu bico.
deleita-te com o jardim de erva fresca e flores selvagens.
olha e fica.
e se uma libelinha te visitar, fala-lhe das maravilhas só possíveis para quem sabe ler o rosto invisível do Mistério.
depois de alma branca parte.
e volta para me ensinares a ser  assim grande e saber  ler a tua paz.

Beijinhos!


terça-feira, 26 de maio de 2015

Pintura



Queria pintar-te de azul
queria pintar-te de céu
no in (finito) de mim.

                                         Manuela Barroso," Ensaios Poétrix-cos"


sábado, 9 de maio de 2015

Olhos



Olhos

Olhos de vidro
Janelas que eu habito
Paisagens que minha alma tem!

                                                  Manuela Barroso    



sábado, 11 de abril de 2015

Vultos




Espaço e Tempo numa enigmática "distância".
Lá, o mistério
Aqui, o Agora.
Permanece o Belo.
O Inquietante.


                     Manuela Barroso , "Acasos"

Adenda em 21-04: Amanhã dia 22-04, pelas 21H, estarei na Hora da Poesia, nesta rádio: http://www.radiovizela.pt/



quinta-feira, 2 de abril de 2015

Páscoa



 Páscoa!
O Sol já entra pela janela da pele e recordei o meu recanto, no recato paterno! 

Uma Feliz Páscoa para Todos os Amigos/as.

Ah, manhãs frescas dos meus olhos,
tempo começando a acordar
ah, água fresca do regato,
borbulhas brancas,
correndo devagar!

ah, tardes quentes da minha aldeia
nos verdes prados dos meus campos
ah, sombras quietas dos meus choupos
e meu doce mar
de lírio brancos!

Ah, rouxinol sombrio,
andorinhas alegres dos beirais,
melodias do pisco vadio
ah, irrequietude dos pardais!

Ah, sinos longos da minha aldeia,
saudades na tarde calma,
nos olhos da lua cheia
via os olhos
da minha alma!

Ah, tempo que vai e vem
ah saudades do meu tempo
só não tem saudades quem
nada tem
no pensamento!

Manuela Barroso, “Eu Poético IV”
  

 Feliz Páscoa

segunda-feira, 9 de março de 2015

Charcos




Eis retratos de Vida...
...Flores que teimam nascer, crescer no meio do pântano!
O odor nauseabundo e putrefacto de água contaminada vinda do mais recatado e esconso canto, não as amedronta...
...E florescem num desafio ao belo e ao horrível!
...E a cor desafia as borbulhas enquistadas que se soltam do ventre das águas!
...E o encanto permanece lá, no amarelo... e a flor é igual a ela própria: Linda!
Não perdeu, nem brilho, nem encanto, nem cor, nem admiração!
Tornou-se mais ela, mais flor...
E...Flores e... as flores teimam em florir nos charcos podres, numa espécie de purificação!
Vida ou morte...
Desejo ou ambição...
Guerra ou paz...
...E o antagonismo permanece no reino vegetal tal como na Humanidade!
Ah! maravilhoso e enigmático mundo este!..
(reeditado)


Manuela Barroso

sábado, 10 de janeiro de 2015

Solitários


Não te julgues só.
Nasces e  agarras-te à terra segurando o teu destino. Mas sobes, altiva e serena à procura de Luz.
No teu caminhar outros passos se juntam aos teus. Em breve és exemplo e segue-te a multidão: nasceste para lutar, vencer e voar.

Manuela Barroso


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Ocaso[s]



Os dias são ocasos dos teus minutos.
Repousas e saboreias o calor das cores do poente. Nele mergulham as tuas interrogações e o êxtase na grandiosidade deste Belo que te fala, mudo.
Cada dia é o ocaso de ti.
Ouve o cântico do sol e se puderes, sorri.

Manuela Barroso

      FELIZ 2015




 Obrigda, Gracita!
Feliz 2015!



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Caíam




CAÍAM pedaços de sol
na janela branca
redobrando a luz morna
que ia já dentro da cortina mole.
também ela dançava
com o vai e vem do pensamento
asa larga, sem controle.

nos braços
o peso compacto  do nosso corpo 
e
num só bailado
desciam as margens
rumo ao mesmo porto.


Manuela Barroso, "EU Poético VI"

                              

domingo, 12 de outubro de 2014

Rochas


Chamas-me rocha, material inerte, sem vida,
porque não sabes ler-me
Acham-me tosca porque não tenho a delicadeza
fina do limbo das folhas, não tenho a graça bailarina
dos ramos, não tenho a leveza e agilidade das nuvens,
nem a maleabilidade da terra, a permeabilidade da areia,
nem a insustentável leveza do pó…
....
....
Manuela Barroso, "Divagando"



sexta-feira, 4 de julho de 2014

Rosas

As palavras são sombras opacas na avenida da tua cor.
sacode-se de ti a beleza raínha da florescência cândida
no desenho feito de febre, na luminosidade das tuas asas.

quem te fez assim feiticeira no algodão doce das tuas sedas?
que lume atravessa o sorriso diáfano de cada pétala tua?
és o poema feito flor, mesmo que o vento sopre, deixando-te nua.


Manuela Barroso


( As minhas rosas de maio, 2014. Clique para ampliar)

domingo, 22 de junho de 2014

Lírios

 Quero apertar-te no colo do meu peito
Ergo as mãos à espera de ti escondendo o beijo
no livro da minha pele. E demoras .
Soltam-se os braços; caem numa última sedução, 
chamando o teu olhar.
Sorrio-te na labareda suave das minhas cores 
que iluminarão outras flores no silêncio noturno
Vem.
Espero-te na casa da madrugada


Manuela Barroso

( Clique para ampliar)

Cores e flores de Mim
Junho, 2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

CONVITE

Com palavras nasceu amizade
da amizade nasceram laços
e é com eles que vos convido 
com os mais ternos abraços

para o nosso "LAÇOS"

Beijo!

Manuela Barroso 










 Do meu bom e querido amigo Sol de Esteva,(acordarsonhando.blogspot.com)
 com a gratidão das autoras(coracaoentrepalavras.blogspot.com e anjo azul).


Um projeto com a iniciativa do Editor da Versbrava.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Flores Silvestres


Sou filha do chão, bebo o leite dos orvalhos.

Não alcanço a plenitude dos voos mas
voo na plenitude da cor, na graça com que 
são feitas todas as flores.
Tudo é pequeno em mim mas tenho a beleza
que atrai os olhares dos insetos que repousam
na pele da minha seda.
Não me querem em jardins.O meu palácio é a terra
onde  plantam outros canteiros; 
não tenho a ternura dos jardineiros
mas o afago das abelhas trazendo-me travos  de mel.
Sou filha do sol e do chão
a alegria dos caminhos
nos olhos de solidão.

Manuela Barroso

Flores Silvestres, 2014


Clique para ampliar

Caminhando pelas nossas veredas