sexta-feira, 5 de junho de 2015
Chica brinca de Poesia
não procures alcançar o espaço com as palavras do teu voo.
a paz esconde-se algures entre as clareiras do painel que te rodeia.
não corras.
os teus olhos são a luz que ultrapassa todos os cometas na fragilidade da bússola do teu bico.
deleita-te com o jardim de erva fresca e flores selvagens.
olha e fica.
e se uma libelinha te visitar, fala-lhe das maravilhas só possíveis para quem sabe ler o rosto invisível do Mistério.
depois de alma branca parte.
e volta para me ensinares a ser assim grande e saber ler a tua paz.
Beijinhos!
terça-feira, 26 de maio de 2015
Pintura
Queria pintar-te de azul
queria pintar-te de céu
no in (finito) de mim.
Manuela Barroso," Ensaios Poétrix-cos"
sábado, 9 de maio de 2015
sábado, 11 de abril de 2015
Vultos
Espaço e Tempo numa enigmática "distância".
Lá, o mistério
Aqui, o Agora.
Permanece o Belo.
O Inquietante.
Manuela Barroso , "Acasos"
Adenda em 21-04: Amanhã dia 22-04, pelas 21H, estarei na Hora da Poesia, nesta rádio: http://www.radiovizela.pt/
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Páscoa
Páscoa!
O Sol já
entra pela janela da pele e recordei o meu recanto, no recato paterno!
Uma Feliz Páscoa para Todos os Amigos/as.
Ah, manhãs
frescas dos meus olhos,
tempo
começando a acordar
ah, água
fresca do regato,
borbulhas
brancas,
correndo
devagar!
ah, tardes
quentes da minha aldeia
nos verdes
prados dos meus campos
ah, sombras
quietas dos meus choupos
e meu doce
mar
de lírio
brancos!
Ah, rouxinol
sombrio,
andorinhas
alegres dos beirais,
melodias
do pisco vadio
ah,
irrequietude dos pardais!
Ah, sinos
longos da minha aldeia,
saudades na
tarde calma,
nos olhos da
lua cheia
via os olhos
da minha
alma!
Ah, tempo
que vai e vem
ah saudades
do meu tempo
só não tem
saudades quem
nada tem
no
pensamento!
Manuela
Barroso, “Eu Poético IV”
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| Feliz Páscoa |
segunda-feira, 9 de março de 2015
Charcos
Eis retratos de Vida...
...Flores que teimam nascer, crescer no meio do pântano!
O odor nauseabundo e putrefacto de água contaminada vinda do mais recatado e esconso canto, não as amedronta...
...E florescem num desafio ao belo e ao horrível!
...E a cor desafia as borbulhas enquistadas que se soltam do ventre das águas!
...E o encanto permanece lá, no amarelo... e a flor é igual a ela própria: Linda!
Não perdeu, nem brilho, nem encanto, nem cor, nem admiração!
Tornou-se mais ela, mais flor...
E...Flores e... as flores teimam em florir nos charcos podres, numa espécie de purificação!
Vida ou morte...
Desejo ou ambição...
Guerra ou paz...
...E o antagonismo permanece no reino vegetal tal como na Humanidade!
Ah! maravilhoso e enigmático mundo este!..
(reeditado)
Manuela Barroso
sábado, 10 de janeiro de 2015
Solitários
Não te julgues só.
Nasces e agarras-te à terra segurando o teu destino. Mas sobes, altiva e serena à procura de Luz.
No teu caminhar outros passos se juntam aos teus. Em breve és exemplo e segue-te a multidão: nasceste para lutar, vencer e voar.
Manuela Barroso
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Ocaso[s]
Os dias são ocasos dos teus minutos.
Repousas e saboreias o calor das cores do poente. Nele mergulham as tuas interrogações e o êxtase na grandiosidade deste Belo que te fala, mudo.Cada dia é o ocaso de ti.
Ouve o cântico do sol e se puderes, sorri.
Manuela Barroso
FELIZ 2015
| Obrigda, Gracita! Feliz 2015! |
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Caíam
CAÍAM pedaços de sol
na janela branca
redobrando a luz morna
que ia já dentro da cortina mole.
também ela dançava
com o vai e vem do pensamento
asa larga, sem controle.
asa larga, sem controle.
nos braços
o peso compacto do nosso corpo
e
num só bailado
desciam as margens
rumo ao mesmo porto.
Manuela Barroso, "EU Poético VI"
Manuela Barroso, "EU Poético VI"
domingo, 12 de outubro de 2014
Rochas
Chamas-me rocha, material inerte, sem vida,
porque não sabes ler-me
Acham-me tosca porque não tenho a delicadezafina do limbo das folhas, não tenho a graça bailarina
dos ramos, não tenho a leveza e agilidade das nuvens,
nem a maleabilidade da terra, a permeabilidade da areia,
nem a insustentável leveza do pó…
....
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Manuela Barroso, "Divagando"
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