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sábado, 18 de julho de 2015

Tanto



Tanta noite, tanta lua
tanto encanto
tanto sonho adormecido.


                                                                                    Manuela Barroso

sábado, 4 de julho de 2015

Saudades



...e como te queria
no coração dos meus dias  
abrindo clareiras
matando fogueiras
deitadas no chão

como eu queria
no segredo da tarde
colher-te entre os lírios

morrem-me as horas.


                                         Manuela Barroso
LIRICO.4.7.15

sábado, 27 de junho de 2015

Embalo-me


Embalo-me no Vazio
que enche
o Nada que eu Sou


                                                        Manuela Barroso 

sábado, 20 de junho de 2015

Chica brinca de Poesia

Tão sugestiva esta imagem do Blog da Chica,
em
"Botando a cabeça para funcionar"
http://chicabrincadepoesia.blogspot.com.

Li assim...
...direto aqui...


Rasga-se uma fenda na noite
Para além do Tempo, o inacessível aos olhos
Longe fica o Vazio
Aqui o medo de avançar para o desconhecido

Chama a voz  do Azul escondida nas montanhas de nuvens
onde crescem  sonhos inatingíveis, porém possíveis porque é grande
complacência do Cosmos.
Com a vigília da lua, leio o Infinito.

Manuela Barroso


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Chica brinca de Poesia

"Botando a cabeça para funcionar"-

http://chicabrincadepoesia.blogspot.pt/
E, colaborando

Achei bela esta imagem da nossa Chica.
Depois pensei aqui direto, mais ou menos assim...

 Imagem retirada do blog da Chica -http://chicabrincadepoesia.blogspot.com
Não fujas. deixa-te aprisionar pela mansidão da água procurando ler o que está escrito no céu.
não procures alcançar o espaço  com as palavras do teu  voo.
a paz esconde-se algures entre as clareiras do painel que te rodeia.
não corras.
os teus olhos são a luz que ultrapassa todos os cometas na fragilidade da bússola do teu bico.
deleita-te com o jardim de erva fresca e flores selvagens.
olha e fica.
e se uma libelinha te visitar, fala-lhe das maravilhas só possíveis para quem sabe ler o rosto invisível do Mistério.
depois de alma branca parte.
e volta para me ensinares a ser  assim grande e saber  ler a tua paz.

Beijinhos!


terça-feira, 26 de maio de 2015

Pintura



Queria pintar-te de azul
queria pintar-te de céu
no in (finito) de mim.

                                         Manuela Barroso," Ensaios Poétrix-cos"


sábado, 9 de maio de 2015

Olhos



Olhos

Olhos de vidro
Janelas que eu habito
Paisagens que minha alma tem!

                                                  Manuela Barroso    



sábado, 11 de abril de 2015

Vultos




Espaço e Tempo numa enigmática "distância".
Lá, o mistério
Aqui, o Agora.
Permanece o Belo.
O Inquietante.


                     Manuela Barroso , "Acasos"

Adenda em 21-04: Amanhã dia 22-04, pelas 21H, estarei na Hora da Poesia, nesta rádio: http://www.radiovizela.pt/



quinta-feira, 2 de abril de 2015

Páscoa



 Páscoa!
O Sol já entra pela janela da pele e recordei o meu recanto, no recato paterno! 

Uma Feliz Páscoa para Todos os Amigos/as.

Ah, manhãs frescas dos meus olhos,
tempo começando a acordar
ah, água fresca do regato,
borbulhas brancas,
correndo devagar!

ah, tardes quentes da minha aldeia
nos verdes prados dos meus campos
ah, sombras quietas dos meus choupos
e meu doce mar
de lírio brancos!

Ah, rouxinol sombrio,
andorinhas alegres dos beirais,
melodias do pisco vadio
ah, irrequietude dos pardais!

Ah, sinos longos da minha aldeia,
saudades na tarde calma,
nos olhos da lua cheia
via os olhos
da minha alma!

Ah, tempo que vai e vem
ah saudades do meu tempo
só não tem saudades quem
nada tem
no pensamento!

Manuela Barroso, “Eu Poético IV”
  

 Feliz Páscoa

segunda-feira, 9 de março de 2015

Charcos




Eis retratos de Vida...
...Flores que teimam nascer, crescer no meio do pântano!
O odor nauseabundo e putrefacto de água contaminada vinda do mais recatado e esconso canto, não as amedronta...
...E florescem num desafio ao belo e ao horrível!
...E a cor desafia as borbulhas enquistadas que se soltam do ventre das águas!
...E o encanto permanece lá, no amarelo... e a flor é igual a ela própria: Linda!
Não perdeu, nem brilho, nem encanto, nem cor, nem admiração!
Tornou-se mais ela, mais flor...
E...Flores e... as flores teimam em florir nos charcos podres, numa espécie de purificação!
Vida ou morte...
Desejo ou ambição...
Guerra ou paz...
...E o antagonismo permanece no reino vegetal tal como na Humanidade!
Ah! maravilhoso e enigmático mundo este!..
(reeditado)


Manuela Barroso