quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Amar
Imaginação fértil!
Talvez...
... ou talvez a busca constante de auscultar o que está para além de nós.
E o que chamamos inerte, é feito das mesmas partículas, os mesmos átomos de que somos parte e que pensaram em nós desde o tempo que ultrapassa o nosso entendimento .
A perfeição de tudo o que existe é demasiado complexa para que o Belo seja um acaso. Talvez o acaso da Incompletude no mistério que nos passa despercebido na própria Natureza!
E "vi" aproximei-me , "confirmei" e sorri!
Dois "seres inanimados", num gesto de ternura, alheios ao mundo pequeno que se degladia.
Um mais "frágil" com um rendilhado de flores, lembrando a pretensa debilidade feminina.
O outro, mais amplo no seu "corpo" protetor, não vacilará, como a rocha-irmã onde se encosta.
E não se preocupam com o amanhã.
A casa é o infinito no azul do horizonte, no jardim de flores brancas escorrendo pelas escarpas.
O amanhã é o hoje, na alegria com aque vemos o dia!
Pausa...
...para escutar o que se esconde por detrás do véu...
Boas Férias para todos/as
Manuela Barroso
sábado, 25 de julho de 2015
Sentinela...
Os mistérios escondem-se aos olhos que olham, não aos olhos que teimam ver. Acomodamo-nos às pedras toscas, sem formas, sem mensagem.
O Homem ainda não esculpiu o seu pensamento com o cinzel do seu olhar.
Caminhamos indiferentes ao que é" invisível aos olhos" na pressa incontida de inaugurar as exposições da criatividade humana. E tudo se torna normal, correto, num evento social com pupilas que se retraem a cada flash, a cada gesto de exaltação física de admiração.
E o Homem, naturalmente, cresce com o fruto da sua concentração agora visivelmente concreta , física, "palpável".
...e passamos e olhamos...
...e não vemos.
Os passos ficam escritos no solo, deixando as memórias impressas na areia que em breve os apagará. Mas não as memórias encondidas em cada pegada .Essas continuarão...
Em contra-luz, como que se esquivando à beleza do painel que preenche a tela, em algodões de óleo macio, nos tons quentes da quietude de fim de tarde, uma rocha aparentemente disforme.
Olho. Volto a olhar e tento ver, decifrar...
...E indiferente ao bater das ondas, guardando, o céu e areal, li um fiel amigo, cabeça erecta, patas bem assentes nos rabiscos da areia, vendo o resto dos homens a correr, a passear, estendendo o seu olhar atento, entre o sol longo e o mar.
Que disse que o "essencial é invisível as olhos"?
E há tanto para admirar!
Manuela Barroso, "Divagando"
sábado, 18 de julho de 2015
sábado, 4 de julho de 2015
Saudades
...e como te queria
no coração dos meus dias
abrindo clareiras
matando fogueiras
deitadas no chão
como eu queria
no segredo da tarde
colher-te entre os lírios
morrem-me as horas.
morrem-me as horas.
Manuela Barroso
LIRICO.4.7.15
LIRICO.4.7.15
sábado, 27 de junho de 2015
sábado, 20 de junho de 2015
Chica brinca de Poesia
Tão sugestiva esta imagem do Blog da Chica,
em
"Botando a cabeça para funcionar"
http://chicabrincadepoesia.blogspot.com.
Li assim...
...direto aqui...
Rasga-se uma fenda na noite
Para além do Tempo, o inacessível aos olhos
Chama a voz do Azul escondida nas montanhas de nuvens
onde crescem sonhos inatingíveis, porém possíveis porque é grande
complacência do Cosmos.
Com a vigília da lua, leio o Infinito.
Manuela Barroso
em
"Botando a cabeça para funcionar"
http://chicabrincadepoesia.blogspot.com.
Li assim...
...direto aqui...
Rasga-se uma fenda na noite
Para além do Tempo, o inacessível aos olhos
Longe fica o Vazio
Aqui o medo de avançar para o desconhecidoChama a voz do Azul escondida nas montanhas de nuvens
onde crescem sonhos inatingíveis, porém possíveis porque é grande
complacência do Cosmos.
Com a vigília da lua, leio o Infinito.
Manuela Barroso
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Chica brinca de Poesia
não procures alcançar o espaço com as palavras do teu voo.
a paz esconde-se algures entre as clareiras do painel que te rodeia.
não corras.
os teus olhos são a luz que ultrapassa todos os cometas na fragilidade da bússola do teu bico.
deleita-te com o jardim de erva fresca e flores selvagens.
olha e fica.
e se uma libelinha te visitar, fala-lhe das maravilhas só possíveis para quem sabe ler o rosto invisível do Mistério.
depois de alma branca parte.
e volta para me ensinares a ser assim grande e saber ler a tua paz.
Beijinhos!
terça-feira, 26 de maio de 2015
Pintura
Queria pintar-te de azul
queria pintar-te de céu
no in (finito) de mim.
Manuela Barroso," Ensaios Poétrix-cos"
sábado, 9 de maio de 2015
sábado, 11 de abril de 2015
Vultos
Espaço e Tempo numa enigmática "distância".
Lá, o mistério
Aqui, o Agora.
Permanece o Belo.
O Inquietante.
Manuela Barroso , "Acasos"
Adenda em 21-04: Amanhã dia 22-04, pelas 21H, estarei na Hora da Poesia, nesta rádio: http://www.radiovizela.pt/
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