sábado, 9 de abril de 2016
Despertando
O tempo não espera. E os rebentos despertam em campainhas de folhas tímidas,
transformando, em breve, uma existência de sombra, num palácio de alegria.
MBarroso
domingo, 3 de abril de 2016
Escondida
Escondida no bosque invernoso, deserto e húmido estavas lá, vestida de jóias.
Vi-te e demorei em ti o meu olhar.
E tens a perfeição das mais belas rainhas.
MBarroso
sábado, 26 de março de 2016
Indefesas
domingo, 20 de março de 2016
Primavera
O Tempo não pede licença porque ele tem todo o tempo do mundo.
Ela, sim, espera o seu tempo para poder vestir-se com todo o esplendor, quando cobre os seus ossos com a juventude da carne florida.
Feliz Primavera!
Manuela Barroso
sábado, 12 de março de 2016
Fim de sol
Tudo se harmoniza com o Todo.
Nem cactos , nem os picos se desintegram da harmonia de um dia que morre em lenta e suave agonia. Cai a noite, sobe a lua, cai o manto .
E é no segredo natural de aparências simples que se esconde tanto encanto.
MBarroso
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Esperando
Espero-te.
Não no compasso das estrelas, mas na noite que se faz dia em cada cair de sol.
Manuela Barroso
sábado, 23 de janeiro de 2016
Pensando...
Dar bons conselhos:
-" as pessoas gostam de dar o que mais necessitam. Considero isto a mais profunda generosidade "-Óscar Wilde
Talvez venha a propósito lembrar aquele aforismo..."Se os conselhos fossem bons, não se davam , vendiam-se..."
Dar conselhos é quase como que um "conceito"...mas dar uma opinião, envolve sinceridade, menos preconceito, mais de si mesmo!
É mais provável aceitar-se uma opinião que um conselho. O conselho envolve como que uma imposição subliminar-"deves".
A opinião envolve mais ternura, porque se opina, não é assertiva, será quando muito confirmativa. É como que um envolvimento do "eu" com o "tu" ,em que se procura dar o melhor de nós.
E quantas vezes o dar conselhos envolve a máxima " Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço."...Daí, estar latente aquele véu transparente da hipocrisia o que não acontecerá com uma opinião sentida.
Assim, a generosidade, implicitamente satírica, de que fala Óscar Wilde, não se revestirá do mesmo tom crítico quando se fala da opinião!
O Eu-pensante generoso, opinará
O Eu-egóico criticará...aconselhando...
Manuela Barroso
(reeditado)
Manuela Barroso
(reeditado)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Ter
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| Imagem da net |
Ter tanto não é ter muito...
Ter muito não é ter pouco...
Não ter pouco é ter bastante...
Ter bastante é mais que nada...
Nada ter
Menos que ser...
Ser, não é tanto,
Ser é tudo...
E tudo ser
E não ser nada
É ser pouco...
Não tenhas...
Sê!
Manuela Barroso, in "Inquietudes", Edium Editores
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
É NATAL
Interação de Natal com a amiga Rosélia Bezerra
É Natal…E, sobre isto, há uma história,
Cheia de paz a
condenar a guerra.
- Uma lenda de Amor e
de Vitória,
Duma criança, que
nasceu na Terra.
Tinha vindo, do Céu, cantar a Glória,
Do Pai, que está no
Céu e o Céu encerra.
- A pregar que esta
vida é transitória,
Que o certo é
perdoar, sempre, a quem erra.
Mas a verdade, toda,
em tudo isto
(Como ferida
gangrenando pus,
-É ter morrido, à
toa, numa Cruz,
A criança chamada
Jesus Cristo…
Florentino Alvim Barroso, in “Vento e Ventanias”-
Edium Editora
NATAL
Hoje, escorre chuva
em flocos brancos
porém no jardim, toda
a paz paira no ar
e nem as folhas se sentam nos
bancos
preferindo o baile
cadenciado das estrelas
a nevar
a luz que outrora
adormecia
as nuvens flutuando
ao luar
fez-se uma estrela em pleno dia
e desceu à terra,
para Jesus louvar
diz-se que nasceu num
pobre casebre
de Maria Virgem em
palhas deitado
tendo o bafo quente
como lençol leve
cobrindo do frio, seu
corpinho sagrado.
assim conta a
história esta boa nova
do Messias que
Cícero, longe, cantava.
nascia o presépio.
Vivia-se o natal
com um encantamento,
uma alegria tal,
na infância que ainda
mal acordava,
que renasço cada ano,
em magia igual…
Manuela Barroso
Desejo a todos um Natal Feliz
sábado, 7 de novembro de 2015
Quem sou eu...
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| Imagem da Net |
Quem sou eu, donde vim, para onde vou?
Serei quem sinto ser-me, quando sinto?Ou eu serei, apenas, esse absinto,
Que, outro bebeu e, a mim, me embriagou?
Ao pressentir, porque me pressinto,
Eu não sei se sou eu, ou se não sou.
De que consiste a minha realidade?
Um fantasma, que surge e me intimida,Como a mentira em face da verdade?
Página à toa lida e decorada,
Com palavras vãs se explica a Vida,Se, a ignorância, não explica nada?
Florentino Alvim Barroso, in "Vento e Ventanias", Edium Editores- 2012
( Tio)
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