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sábado, 29 de fevereiro de 2020

Se algum dia...

 Foto minha
...Se algum dia voares mais baixo
Porque as asas não têm já o mesmo vigor
Alegra teus olhos, não caminhes cabisbaixo

Já que terás sempre algures, aqui 
Uma garça- irmã branca, feita pão
Da mesma massa que te gerou a ti.



[Que a Natureza encante a todos como me encanta a mim! ]


Manuela Barroso









sábado, 15 de fevereiro de 2020

Espelho de Água

 Foto pessoal-Clicar para ampliar


Olha-te no espelho da água.
No seu reflexo, que ele seja o rosto do teu sorriso interior.

Manuela Barroso

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Ave de mim

 Foto minha -clique para aumentar
Deixa que seja ave de mim.
E à procura do meu palácio do tempo,
quero ser levada
pela transparência das minhas asas


Manuela Barroso

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Eis a liberdade


Foto Pessoal

Eis a liberdade que o Campo me dá:
meus olhos leem em sintonia com a Alma.
Todos somos UM.

Manuela Barroso

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Súplica da Árvore




- Machado (disse a árvore, ao machado):
No meu tronco não ouses o teu fio!
Não é digno, no chão, ver-se deitado,
Quem nasceu para ser, somente, erguido!

Mas o machado, surdo, a qualquer brado,
Talhava o tronco indiferente e frio.
Quando, o destino, já nos foi traçado,
Ninguém lhe muda mais o seu feitio.

Já quase, prestes, a cair no chão
(Suspiro antes que a morte nos consuma),
A árvore insistiu… mas foi, em vão.

Então, a estralejar, se desapruma,
Pois, seja por desatino, ou condição,
Nunca fica, de pé, coisa nenhuma.


Florentino Alvim Barroso -”O Vento e as Ventanias”, Edium Editores


segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

domingo, 15 de dezembro de 2019

Revoadas


Fotos minhas

 ...
Aqui estou, junto à almofada de musgo
onde sentarei a minha alegria .
Tudo esvoaça em revoadas com o cântico das cores dos pássaros, 
peneirando harmonia.

Manuela Barroso




segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

A noite é o meu livro



A noite é o meu livro
Onde escrevo a alma
Em páginas de fantasia.
As letras são gotas de luz
Candelabro do meu peito
Cristal transparente
De que é feito.

Manuela Barroso










segunda-feira, 17 de junho de 2019

Apresentação de "Luminescêncas"



JUN29
34º Aniversário do Museu da Fundação
Público





A Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro convidam-no para a comemoração do 34º Aniversário do Museu da Fundação, a decorrer no dia 29 de Junho de 2019, com o seguinte programa:

15:00 | Recepção e inauguração de exposições:
António De Matos Ferreira | Para além do infinito | Exposição retrospectiva | Pintura
Margarida Santos | Plural e Singular - 10 Chaves para perpetuar a essência da Natureza | Pintura e escultura em bronze

15:45 | Apresentação do Livro de Arte "Do Barro ao Bronze assim nasce uma escultura" de
Margarida Santos

16:00 | “Luminescências”, Poesia de
Manuela Barroso pela voz de Aurora Gaia, Libânia Madureira e Carlos Revez (como introito à exposição de António De Matos Ferreira)

17:00 | Concerto por
Bernardo Santos

17:45 | Bairrada de Honra

Entrada gratuita



Sintam-se todos Convidados, queridos amigos desta" casa"
O meu abraço!

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Foi ontem


Foi ontem ainda que o tempo não morria
na estrada da minha pele
Os olhos atravessavam as pedras nas micas incandescentes
de agosto
E as rosas...
Ah, as minhas rosas!
Choravam as pingas de sulfato das latadas em flor!
E eu corria menina nos canteiros
com margaridas sorrindo pelo meio!
Que bom saltar à corda ,à macaca e às casinhas
não saber ler a lua nem Vénus à noitinha
correr por entre o centeio que arde
no rubro sol na herdade...
Fazer tudo
fazer nada
Somente o lanche da tarde
Ah! morangos pequenos silvestres num creme
de açúcar e Porto na delícia de um recheio
da torta saída do forno e chocolate pelo meio.
E as delícias de amoras colhidas entre os picos
amansados com a língua pintalgada de salpicos?
E o sol ardia na pele e quanto mais ele batia
mais em fogo me fazia na praia do meu jardim
E nos vestidos rosa, de alça, eu mostrava a minha cor
e a graça de andar descalça na relva bordada de flores.
Ah, tardes na minha casa, meu descanso, meus jardins
que eu regava à noitinha com o canto  dos chapins

E põe-se o sol lentamente
ontem , hoje e amanhã
já não como antigamente...
Hoje foge a vida  a correr
fugindo de mim também.
Mas antes também fugia
porém, com outra magia.
Agora...
Ai, agora corro tão calmamente
saboreio cada hora
que quando vejo correr
os olhos gritam...
Pára, fica, demora!

E dói-me a pressa
da pressa dos outros
Dói-me ter que parar
na metade do caminho...
Devagar que tenho pressa
-digo para mim baixinho!
E...
deito o rosto entre as mãos
dobrando os dedos na face...
dói-me o peito ou o coração?
Ah, dói-me antes a carne
porque a alma...
essa, não!


Fevereiro 2013

Manuela Barroso