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sábado, 6 de agosto de 2011

Soneto-O jugo

Quinta dos Loridos - Bombarral
Neste mundo há fatais fatalidades,
De que escapar não pode o mais ladino:
A velhice é escrava das saudades,
Da devoção, escravo, o peregrino.

As mentiras são servas das verdades,
Condenado a dobrar, está o sino.
Porque nós, por incógnitas vontades,
Do berço já trazemos o destino.

Não há poder contra este poderio:
A travessia é obrigada à ponte
Como obrigado ao leito, está o rio.

É este o jugo a nos curvar a fronte.
Pois ódio seja, amor, calor ou frio,
O destino da sede é ir à fonte.

Florentino Alvim Barroso, "Vento e Ventanias"- Sonetos