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sábado, 14 de maio de 2022

Abro os olhos



 



Abro então os olhos e sinto quão grande

é a beleza deste cântico que sepulta a minha alma

num leito verde e florido, num eflúvio  que abarca

todos os sentidos e mata esta sede de abraçar os sons

deste Poema feito Vida e Mundo, Terra e Flores e Pássaros .


Texto e imagem

Manuela Barroso



terça-feira, 26 de abril de 2022

Abandonas-te


 

Abandonas-te na imensidão do crepúsculo

e de novo deixas em cada viagem o sol-pôr da saudade.


Manuela Barroso

(Imagem e texto)



domingo, 17 de abril de 2022

Páscoa Feliz




"Ser incréu custa muito! É dia de Páscoa. O gosto que eu teria de beijar também o Senhor, se acreditasse! Assim, olho a fé dos outros em aleluia, e fico nesta tristeza agnóstica que faz da vida uma agónica aventura sem esperança de ressurreição." 

 

(Miguel Torga, Diário XIII. Texto escrito em 15 de Abril de 1979)





Se a Tua existência não sensibilizou o coração dos Homens

que a Tua morte os desperte para o mistério da Vida.


Manuela Barroso



Feliz Páscoa para Todos/as

Manuela barroso


sábado, 22 de janeiro de 2022

Nó ou Escape?


 

Um nó ou um escape?

Não adianta a fuga se não há outro refúgio. Ou haverá? Talvez haja refúgios. Ou para  fugir ao pesadelo, ou para procurar a paz, ou como esconderijo. Mas aqui já não é refúgio. É prisão.É a miserável condição de falta de liberdade. Ou in-justiça? Os justos não temem e sofrem menos por terem a inocência a seu lado; os injustos são os errantes , cedo ou tarde dormirão na teia que teceram.

E vive-se neste nó que não nos pertence mas que nos sufoca . E fazemos parte dele. Não podemos fugir porque nos ata.Oprime.

E se pudéssemos escapar?

E voltamos ao refúgio/ esconderijo dos indigentes de paz.Frio. Vazio

Mas queremos o REFÚGIO, o nosso refúgio por que lutamos, pelo refúgio construído e idealizado por nós, pelo nosso trabalho e construído pelos nossos sonhos. Sonhos cada vez mais pesadelos que amordaçam os dias cada vez mais acelerados . Será possível ainda o sonho?

Será esse o túnel por onde sairemos à procura de luz.


Imagem e texto de

Manuela Barroso



sábado, 8 de janeiro de 2022

Aguarela

  


Quando te assaltarem os escombros do ruído sem sentido e as sombras te arderem nos olhos, busca a música que ressoa dentro de ti, procura a embrieguez do sol da tarde e lê o respirar dos morcegos e os rumores dos insectos.
Não te preocupes com a trajectória. Repara nos desenhos "desordenados" no poente e nesta aguarela tão simples, tão quente.


Manuela Barroso




quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Feliz Ano Novo


 PARA TODOS OS MEUS AMIGOS E AMIGAS, VOTOS DE UM                                         FELIZ ANO NOVO!

Manuela Barroso






terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Feliz Natal


 

É Natal      ( Soneto de Meu Tio)


É Natal…E, sobre isto, há uma história,
Cheia de paz a condenar a guerra.
- Uma lenda de Amor e de Vitória,
Duma criança, que nasceu na Terra.
 
Tinha vindo, do Céu, cantar a Glória,
Do Pai, que está no Céu e o Céu encerra.
- A pregar que esta vida é transitória,
Que o certo é perdoar, sempre, a quem erra.
 
Este conto, há milénios nos seduz.
Mas a verdade, toda, em tudo isto
(Como ferida gangrenando pus,
 
 De tanta coisa vil, a que assisto)
-É ter morrido, à toa numa Cruz,
A criança chamada Jesus Cristo…



 Florentino Alvim Barroso, in "Vento e Ventanias"- Edium Editores

 

 



domingo, 28 de novembro de 2021

Ampulheta





...
Nesta ampulheta da vida
         que corre
Neste som do silêncio     
         que magoa
Nesta cor azul
         que acalma
Neste piar dos pássaros
         que ecoa…

Corre o tempo atrás do futuro
Numa incerteza que morre lenta
No escuro.


Manuela Barroso, "Inquietudes"-Edium Editores 
Imagem           




sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Deixa-me

 


Deixa - me olhar - te, flor minha.
Não há calvário nem dor
No trilho do teu caminho
Embora rocha e azul
Sejam as penas do teu ninho .


Imagem e texto: Manuela Barroso


 12/11/2021




sábado, 23 de outubro de 2021

Mãos

 



Descansa os teus olhos na minha mão

onde as conchas e as flores serão o teu pão.

E se te acenarem com bandeiras 

de promessas falsas que não queiras,

escuta o azul de ti e diz, não.




Imagem e texto 

de

Manuela Barroso