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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

FELIZ 2017

Penso que...
...apesar de tantas raivas, descréditos, desilusões, ingratidões, injustiças...
 não podemos dar-nos por vencidos e  olhar passivamente para as ondas
que nos engolem como monstros tentando afogar os nossos gritos
...nem por ventos que derrubam nossos sonhos
Ás vezes parece que tudo é irremediável...
...e olhamos o vazio na impassividade da impotência
Mas a força está dentro de cada Homem, na sua  coragem
de enfrentar um novo dia , único, sempre desigual.
...na confiança em cada amigo que nos aperta com aquele abraço reconfortante
...no amor que sentimos por um ser diferente de todos...e que vale por todas as luzes
 por todas as horas!..
...no viver  cada  dia de sol ou chuva com entusiasmo adolescente...

.QUE O ANO DE 2017 SEJA REPLETO DE BÊNÇÃOS
DE (A) VENTURAS
DE SAÚDE
E DE PAZ!

O MEU ENORME ABRAÇO

Manuela Barroso







terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Loas ao Menino Jesus





LOAS AO MENINO JESUS

Hoje escrevo de branco
como o floco de neve
que cobre com o seu manto
as palhinhas ao de leve

Não acordem o Menino
acabado de nascer
num cantinho pequenino
onde ninguém quis viver

É nesta simplicidade
que Ele  nasce sem trono
sem ouros e sem vaidade
que a beleza da humildade
é ter tudo como uma ave
ser o cântico da liberdade
não ser servo nem ser dono.

Foi a boa nova que trouxe
a doutrina que deixou
e como se fosse pouco
deu a vida porque amou!

Obrigada, meu Menino,
contigo nada mais foi igual
tão bom ser-se pequenino
 Obrigada pelo teu Natal! 

Manuela Barroso






ABRAÇO DE PAZ!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Ouve





Ouve
A noite perfumou-se de lua
e vestiu-se de branco.
Enquanto eu te esperava
o vento esvoaçava 
numa constante ousadia
o  véu
onde eu me escondia
da tua alegria…

Manuela Barroso



sábado, 19 de novembro de 2016

Leituras

 Octavio Ocampo



O génio está em ver onde te escondes
tudo se liberta quando não olhamos. Vemos.
Eis a liberdade que o Campo me dá:
meus olhos leem em sintonia com a Alma.
Todos somos UM.


Manuela Barroso

domingo, 30 de outubro de 2016

Neste mar



Neste mar azul onde me invento
Nestas ondas de espuma branca a bailar
Sou o gavião garboso planando ao vento
Gritando liberdade pelo ar

Sou a areia quente que num abraço
Corre célere por entre os dedos,
Sou água fria, feita em pedaços
Sou a discreta anémona nos rochedos.


Sou da errante gaivota o piar
Sou concha morta na praia
Onde surdamente ainda se ouve o mar

Com a cambraia delicada do coral
E por entre esta renda de estrelas
Me escondo, deixo-me enrolar

Manuela Barroso, "Inquietudes", Edium Editores, 2102


domingo, 23 de outubro de 2016

Sonhos



Sonhos 

Em sonhos de pedra azul
Me envolvi em  linho  lua
E teci-te em noites brancas...



                                                 Manuela Barroso, "Ensaios Poétrix-cos"



quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Simplicidades-Férias



De tanto sol, o tempo sorri.
A Natureza nos  chama.
Dizemos que é tempo de férias, tempo de pausa, tempo de lazer, tempo de nada fazer...
Procura-se os lugares mais exóticos, explorando outras belezas noutras paragens.
"Muda de lugar pelo menos uma vez em cada ano"- diz Dalai Lama
E parte-se em busca de um chão que dá flores e pão que não é igual ao nosso...
Também pensei assim quando ao imaginar outro horizonte, veria nuvens diferentes com contornos acesos e vivos


Mas as nuvens só mudavam com  os caprichos  dos ventos ou com as cores mais cansadas da tarde.
A minha terra começava a ser dos emigrantes a fugir da saudade. Eu esquecia a saudade no torpor da rotina . Porém as casas toscas, velhas, "démodées" e abandonadas começaram a dar outro colorido a lugarejos vestindo- se de gente. 




E nasciam pedaços de céu .
Comecei a perder-me no tempo e o tempo já não não fugia de mim.
Em cada canto, um poiso onde me refugiava na contemplação das pedras, e dos homens que fizeram este poiso onde pousava eu, agora os tédios e os convertia em louvores às mãos que me proporcionaram este recanto

  Até a saudade do granito da minha Serra se fazia presente num tosco fontanário, lembrando as águas que corriam junto aos valados, onde me perdia, catando morangos silvestres...ao som do cantar dos grilos...

 Sob um dossel verde em tranças de glicínias, mesas toscas onde eu satisfazia o meu desejo instintivo de me distender, ora nos bancos segurando o perfume das flores, ora ocupando  toda a mesa  como que numa libertação que antes me  prensava.
As páginas do meu livro iam correndo moles, sob a quietude da sombra que me abrigava do bulício dos pardais.
Queria olhar o nada. Esquecer. Fazer parar o tempo.


Com o conforto que a sociedade  de hoje exige, assim era a "minha casa",  neste pedaço de sopé não tão verde como o meu Minho, mas onde já matava saudades. As pedras toscas sobrepostas e roçadas pelos pinheiros, davam o ar "négligé" a que o ar da montanha convida.
E o bichano, recostado no seu banco de pedra, completava o cenário campestre, que aos poucos se vai esquecendo.
Conforme o dia ia descendo, os contornos reflectiam-se no espelho de água da piscina natural. As libelinhas iam pousando nas margens em contra-dança com as borboletas. Tudo era tão pacífico que me perdia mergulhada no tão pouco que me era tanto! 


Os pinheiros recortavam-se na noite que se fazia anunciar . 
Nada bulia naquele fim de tarde sereno .
Dentro de mim descia também a noite. A nostalgia da infância crescia, sufocando-me...
Os mochos piavam , os morcegos contorciam-se neste anoitecer , atravessando o ar  onde flamejavam insectos. 


...Deitada na rede, balançava-me na frescura da noite, ouvindo grilo e ralos numa miscelânea de cores de velas mortiças como um poema que dorme...
No silêncio desta balada, perdia o pensamento na vastidão do brilho acutilante das estrelas nesta escuridão.
Sempre na inquietação  deste Eu em constante peregrinação.
O Vazio chama-me. A Fonte me acalma
Num areal luminoso ,  acende-se a lua .
E como que num derradeiro cântico  ao dia que finda, a memória da Cruz, escrita na noite, decorando a paisagem nocturna.


Manuela Barroso


A todos os meus votos de Boas Férias




domingo, 17 de julho de 2016

Origens


Longe, o mundo corre e a miséria humana  expande-se.
O sossego é  interrompido pelos estropiados  e pelos famintos de tecto e de pão. Na impotência  de dar a mão aos tresmalhados, caímos na exaustão a caminho de um abismo de que desconhecemos os contornos.
A cidade mais despovoada, torna-se um palco cada vez mais estranho. Fica uma sensação estranha de voltarmos às origens. Para tal basta -nos água e um berço, mesmo de pedra, onde um Calor mais completo mate esta fome de paz com cantos de pássaros e o redemoinho das águas.

Eh! tu que corres sem saberes para onde vais, espera-me na curva da estrada!
A vida pesa-me e antes que pare, quero matar a sede dessa água que te rodeia. Não quero mais nada...

Manuela Barroso


sábado, 18 de junho de 2016

Nuvens

Leituras de Caprichos de nuvens



Lençol branco por um dia
metamorfose que arde
na incandescência na tarde.

Manuela Barroso

domingo, 12 de junho de 2016

Memórias

Castelo de Montalegre


Longe do bulício da urbe onde estão cinzeladas em grandes monumentos 
as memórias deste pequeno mas tão belo país, outras memórias se espalham 
afirmando a nossa identidade como Povo de Raiz. 
Não são só os esplendorosos palácios que impressionam mas também a vetustez, 
a austeridade da nossa personalidade como Povo.

Que volte o orgulho que nos fez crescer nesta Pátria . 
Ou, procuremos o colo do discernimento da Mátria.

Manuela Barroso