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sábado, 21 de julho de 2018

Não durmas


 Garmash



Não durmas,
Vê este silêncio que repousa aqui...
Não vás,
Sente esta largura que foge de ti!
Não penses,
Sente a quietude do momento,
Abandona suavemente o pensamento...
Não fujas,
Fica na paz da tua casa
Momento de ave sem asa.
Não corras,
Saboreia o doce do vento
Adormece em ti!
Não grites,
Abençoa a palavra que soltas
Dilui-a na brisa que passa...


Flui...
Simplesmente flui...
És o rio
És a vida
És o lago
És o azul
És o Infinito
Que te possui!

Manuela Barroso



As minhas desculpas pela ausência por motivos de saúde.
Gratidão pela vossa presença!
E " Simplesmente flui..."



terça-feira, 8 de maio de 2018

Repousando

 Rio Minho


É uma luz calma que vai espreitando a terra.
Um vento leste, triste e manso, carrega com ele o ar cansado do verão quente.
Tudo estiola.
O orvalho é bebido pela vida que o rodeia...
...e as folhas ficam encarquilhadas, numa contorção angustiante de sede, de sombra.
Solo ressequido e poeirento nas bermas asfaltadas das estradas.
O caminho alonga-se na medida inversa dos raios solares.
Uma pedra lavrada de musgo seco, lembra que já foi palco de vida...
...fim de estrada, fim de pó.
Nasce um córrego que foge deste talco, descendo uma delicada ravina...
...e a sombra arrasta o verde...
Cheira a água e acontece a profusão de cores, nas flores penduradas, nas ribadas.
Os meus pés soletram as lajes uma a uma, escorregadias, como granito macio, roído pelo tempo.
Os ouvidos questionam um sussurro.
A água vai rebentando das rochas num regato maroto, bordado de flores azuis! São miosótis!
Acompanho este correr cantante da água...
...meia poça, meio lago, num aconchego de margens feitas em açude, árvores inclinadas, numa saudação à Natureza...
...e mais vida acontece com a água plantada no verde das plantas aquáticas subindo...subindo à procura de luz, nas flores, nos ninhos dos rouxinóis presos na sombra do berço de folhas, nas libelinhas e no coaxar das rãs...
E todos os meus sentidos ficaram presos nesta presa  e na quietude onde tudo aconteceu espontaneamente, exceto eu...
E o arrepio do vento era agora a brisa morna que acalmava ainda mais a pele das águas que tremiam só com o esvoaçar das libelinhas, neste espelho onde até o céu se mirava...
O tempo morria, porque nele me perdi...numa imensa meditação...
...e permaneci assim presa, nesta encantadora prisão...


Manuela Barroso

(reeditado)

sábado, 24 de março de 2018

Lua

Imagens minhas

Que sentinelas te guardam do alcance dos Homens?
Que segredos teimas guardar?
Com a curiosidade da imaginação posso imaginar-te.
Mas só com as asas dos olhos, posso ao longe, te olhar.

Manuela Barroso

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Pegadas



Procurarás o fim último do teu dia, numa peregrinação incansável até atingires o reflexo  da paz.
    Deixa as pegadas para saber novas de ti.

MBarroso

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Feliz Ano Novo




Que o Ano de 2018 ,  vos traga as maiores Bênçãos,
 as maiores Felicidades.

Abraço

Manuela Barroso  







Manuela Barroso
Imagens: net

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

NATAL

                                                               FELIZ NATAL!


Natal- Sonetilho

Hoje eu escrevo de branco
como um  floco de neve
que cobre com o seu manto
as palhinhas,  ao de leve.

Não acordem o Menino
acabado de nascer
num cantinho pequenino
onde ninguém quis viver.

É nesta simplicidade
que Ele nasce sem trono
sem ouros e sem vaidade

que a beleza da humildade
é não ser servo nem dono
mas cântico de liberdade.

Manuela barroso
Dezembro, 2017




 Minha colaboração nos postais de Natal, incerto no E-Book " ...e não havia lugar para Ele"






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Para todos vós, as mais FELIZES FESTAS de NATAL!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Vem


Vem poisar comigo os olhos no sol pôr.
Abraça-me as mãos e lê nas linhas as
palavras que não digo.
Sente a ternura do corpo que foge de 
encontrar a tua pele.
Aperta-me no mar do teu abraço,
confunde-me nos segredos do teu amor e
parte,
antes que se parta o nosso laço!


Manuela Barroso
Foto pessoal


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Pousada Rainha Santa Isabel

Mais uma pousada para retemperar corpo e alma.
Longe, onde o azul celebra a luz e as torres beijam os céus, o encanto do passado em memórias futuras.
Aqui, as horas apagam-se quando se respira o silêncio escondido nas paredes espessas dos quartos bordados de branco, no aconchego das boas-vindas com doces conventuais, enquanto a Rainha Sta Isabel se passeia na simplicidade austera dos corredores.
Nunca o longe soube a tão perto!





Manuela Barroso

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Colheita de Outono

Eis a delicadeza das formas em sintonia com o gorjeio que anuncia os dias frescos de Outono.
As baladas e os trinados do pisco, acompanham os passos titubeantes de uma estação que se quer serena. 
E ele, acompanha , tarde dentro, as vozes que se vão calando na calma do anoitecer.


As flores são o prenúncio da alegria e a tristeza de que tudo o que nasce, morre. Mas "enquanto dura, vida doçura" e delas nascerão outras alegria lembrando a nossa "perenidade" ...
 Percorremos caminhos e constatamos que não é só o verão que nos traz a alegria do viço das folhas, a altivez robusta das árvores. Há bagas e frutos desafiando-nos com a sensualidade das formas e cores. Ora o vermelho da força e energia ...


Ora o branco puro e doce, nas formas geométricas  da harmonia...

 ...e num desafio como que esturricado  mas colorido,a alegoria das vagens caindo em uníssono da pauta  de um ramo onde a música agora é diferente. Mas continua igual aos sons que guardará na memória das sementes...
...quer em uníssono
 ...quer solitariamente.
quer na justeza de companhia discreta, pacifica.

Algumas flores não se deixam apagar ; conservam formas que atraem os olhares, numa cumplicidade que compromete a indiferença de quem olha como se tudo o que parece simples o fosse na realidade
 ...e lá vem o nosso guia, atento aos nossos passos, ensinar-nos os caminhos dos frutos maduros que restam e se escondem por entre as parras cada vez mais solitárias


E as castanhas ainda a dormir no ventre dos picos?  No chão algumas se escondem por entre a relva já raquítica do outono. Ao longe, fumo sadio saindo por entre as telhas de casa solitária do monte. Uma a uma se vão colhendo como gotas de chuva, agora noutros Outonos mais sadios...
 Mas o campo é uma oferenda para quem passa  e haverá  sempre algo no caminho matando sedes e curiosidades. Que o digam os melros, com direito a tudo que é novidade. E sobram figos para alegria de tudo o que vive: pássaros e gente.
 



Tudo está de tal forma delineado, que não só, há flores, mas também, caprichos de flores.
O sol vai caindo  mais suavemente, razão pela qual  estes penachos que coroam a natureza, se afirmem agora,  lembrando que há flores todo o ano ,  e que as mesmas , não vivam só no cativeiro dos jardins programados...
A Liberdade é preciosa demais, para não fazer parte do todo.


 Fim de Outono.
Natal à vista na perfeição e aconchego das pinhas que nos convidam ao calor da intimidade do lar.
Tudo tem o seu tempo, sua beleza, sua transcendência.
Basta saber olhar
Ouvir respostas da  nossa amiga consciência.

 
 Manuela Barroso

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Convento de Alpendurada

Conventos transformados em hotéis de charme, onde podemos revisitar o passado na austeridade do seu granito, na sua beleza arquitectónica, no silêncio dos seus jardins, na longevidade das suas árvores.
Se bem que pareça distante o seu olhar interior, algo nos apaixona nos seus adereços.
Tempo de paragem, para muitos, em mais um verão -tempo de ócio e de descanso- mas propício ao devaneio e férias.
Assim, um convite, um desafio, uma sugestão para uma viagem até este lindo Convento onde também  podemos repousar.