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terça-feira, 9 de maio de 2017

Quis



quis abraçar o espaço
onde te escondes e
encontrei fogo nas
entranhas do teu amor

penetrei pelas espinhas
do tempo
sussurrei memórias
e na tempestade das estrelas
ouvi  o teu nome

no horizonte das águas
vi sombras semeadas
de trepadeiras encostando-se ao infinito

abracei o teu sorriso
e alegria
e fui asa por uma dia


Manuela Barroso



sábado, 29 de abril de 2017

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Janelas de Vidro


Janelas de vidro
Sombras de metal
Nuvens fugidias
Pingas de cristal 
          Janelas de vidro
          São olhos da alma
          Leituras do tempo
          Palavras ao vento
         Sussurradas com calma!
Tapetes de musgo
Sob os carvalhais
Rebentos escondidos
Em posições fetais
        Janelas de vidro
        Escondidas no peito
        Lendo a voz do vento
        Silêncio em que me deito
 Mas quem diria
 Que por uma janela
 A noite se faz dia
(Que arte mais bela!)
E traz
estrelas com ela!

Manuela Barroso, “Eu Poético”