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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Nesta noite...







Nesta noite com medo das estrelas
onde o vento insiste calar minha voz
penetro a bruma tentando mantê-las
no meu quarto quando falo contigo a sós.

Tento decifrar esta  ventania
através da janela que olha para mim
deixando escorrer as gotas vadias
que caem nos meus olhos e me falam assim:

Sou pinga de água doce, insípida
arrastada pela aragem vagabunda
mas quando em descanso me torno mais límpida.

Não procures o brilho nem a  vã loucura
da luz que ilumina mas logo se afunda                  
no pó  dos hipócritas... lama insegura.

Manuela Barroso "Eu Poético"
31 de Dezembro, 2013


 Imagem da net

 BOM ANO DE  2014


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Feliz Natal!









Recados





LOAS AO MENINO JESUS

Hoje escrevo de branco
como o floco de neve
que cobre com o seu manto
as palhinhas ao de leve

Não acordem o Menino
acabado de nascer
num cantinho pequenino
onde ninguém quis viver

É nesta simplicidade
que Ele  nasce sem trono
sem ouros e sem vaidade
que a beleza da humildade
é ter tudo como uma ave
ser o cântico da liberdade
não ser servo nem ser dono.

Foi a boa nova que trouxe
a doutrina que deixou
e como se fosse pouco
deu a vida porque amou!

Obrigada, meu Menino,
contigo nada mais foi igual
tão bom ser-se pequenino
 Obrigada pelo teu Natal! 
                                   (reeditado)

Manuela Barroso




PARA VOCÊS QUE FORAM MEUS COMPANHEIROS DE JORNADA, VOS AGRADEÇO DO CORAÇÃO A VOSSA MÃO!
E
A TODOS DEIXO A MINHA MENSAGEM DE PAZ COM
UM
FELIZ NATAL
E
EXCELENTE ANO NOVO.
O MEU CARINHO NUM ABRAÇO!Recados de Datas Especiais Feliz-natal

domingo, 15 de dezembro de 2013

Diz-me













Diz-me amado,
onde estão os cravos verdes,
onde se fazem os suspiros
das rosas que não adormecem?

Diz-me
onde se esconde a tua voz
trôpega de tanto voar?

Diz-me
onde plantas os lírios
que se negam a nascer
neste campo de águas mansas?
No mutismo das ondas
que se negam adormecer
nesta ânsia de te ver?

Diz-me onde me recolhes no entardecer
da bruma!
É esta a mansidão onde eu quero
repousar deste ruído
o resto
é coisa nenhuma!

Vem
estarei à tua espera
Tu, a árvore
Eu, a hera.


Manuela Barroso
Fotos: Vila Nova de Cerveira- Minho


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

PARABÉNS, LENINHA!



Desciam as sombras por entre os arvoredos.
As flores atravessavam-se no caminho tentando perscrutar os teus segredos.
A tua alegria fazia dançar a pétalas com a cor do teu sorriso e o verde dos campos ficava mais verde contrastando com o colorido dos narcisos.
E seguias a caminho da tua escola com a esperança na mão onde a tua bondade era a bênção na tua missão.
Assim eram as viagens que gravaste também na minha memória,
com esse cavalo teimoso fazendo parte da tua  história,  
menina dos caracóis, doce e rebelde
com sede de descobertas, espaço e  frescura sempre à flor da pele.
A tua alegria foi atravessando o oceano chegou ao areal e aportou no meu cais. E ficaste na minha casa dela fazendo parte como os demais.
Não importa se o dia é cinzento, se tu és o azul da alegria.
Trazes o sol do aconchego da tua amizade como se transportasses o enxoval delicado das tuas rendas no devaneio dos teus sonhos que distribuis na charrete da tua alegria.
Quero agradecer-te querida Leninha,
Os caracóis redondos da tua amizade na tua presença no teu sorriso tão terno, doce, maternal!
Que hoje e sempre os dias se vistam da cor da tua alegria em que a Felicidade seja mais que um momento.
Que ela perdure em cada alvorada, acompanhada da tua doce e terna amizade!

Que o meu abraço se alongue, atravesse o oceano e sintas o calor do meu carinho!

Parabéns,
Felicidades!

Manuela Barroso



"...teus sonhos que distribuis na charrete da tua alegria."



sábado, 7 de dezembro de 2013

Ouve





Ouve
A noite perfumou-se de lua
vestiu-se de branco
O vento esvoaçava
numa constante ousadia
o véu
onde eu me escondia
da tua alegria
Parou
mas bordou o nosso amor no linho
E no luar
sobraram as sombras
do nosso vendaval branco, em desalinho


Manuela Barroso, in "Eu Poético VI"

                                                                                           


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Fala-me




 Imagem: net

Fala-me
das nossas mãos
na virgindade das flores
escuta
o nosso hino
no solfejo branco do linho
e ouve
a nossa música 
para onde quer que fores
Quero  perpetuar em  violetas
o perfume  do amor
na fantasia das cores 

Manuela Barroso, in "Eu Poético"

 
                                         

sábado, 9 de novembro de 2013

O topázio






O topázio
é a cor do teu entardecer
Visto-me de rosas
com cetim de beijos
no céu das madrugadas
para te receber
E
quando os meus braços
te tecerem de aromas quentes
vê o teu retrato nos meus olhos
despe a tua alma
embala-me contigo
até amanhecer



Manuela Barroso, in "Eu Poético"
Imagem: net

 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Parabéns Gracita!




Minha querida amiga Gracita.

Neste dia tão especial, longe de ti ,
 nada mais  te posso oferecer, que flores,
que te levo nos meus braços!
Quero desejar-te as maiores  felicidades,
porque és uma amiga sempre presente
 com o teu carinho, com a tua disponibilidade,
com a tua bondade, com a tua alegria
sempre de roupa novas!
Um terno abraço ,
desta tua amiga de longe,
 mas
que tanto te estima e admira!
Todas  bênçãos do Universo,
caiam sobre ti!

Tu amiga e comadre do blog Carinhos, onde estás tão presente!

Beijo no coração e muitos anos com saúde e paz!



Manuela Barroso

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

És o baile






És o baile adormecido nas estrelas do meu sono.
Teu corpo compõe a valsa que ondula numa cascata
de emoções nos limites da imaginação que não consinto
e que azulam ventos de tempestades.
Melodia dançada nos arcos da noite presa aos teus braços
de luar, na ternura que nos consome ardentemente,
devagar.


 Manuela Barroso, In "Eu Poético VI"

 Pintura: Karol Bak

 

 

sábado, 5 de outubro de 2013

Um barco de sedas

   
 
 
 
 
 
Um barco azul de sedas
num reposteiro de bruma
atravessa nosso lago
na pele  florida
da espuma.

 
No cais dos teus braços
os teus olhos são os remos
bordando no mar os laços
nos nós brancos
em que nos demos

 
Tantas cascatas à solta
caindo dentro do peito
maré alta,
aguarela
na tela onde te deito.
Nesta tinta de algodão
ainda és a imagem
de tão secreta paisagem.

 
Nas linhas da minha mão
a luz escreve
o traço
na penumbra do abraço.
Luz e sombra
em união

 
Manuela Barroso, in "Eu Poetico VI"
Imagem da Net

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Arraiolos- Pousada

Nada na vida é permanente. Um dia tudo muda. Ou acaba.
Hoje não sei se acabei. Mas mudei.
Nas andanças por este Portugal pequenino (e não só) aqui vos deixo a homenagem que ele merece: mostrar um pouco da sua História nos monumentos, e  beleza nas suas paisagens!
Tão simples, tão antigo mas tão lindo! E para o confirmarem vou deixando (sem pretensiosismos porque nada sei de fotografia) em mensagem icónica, o grito com que o sufocam hoje e cada vez mais! 
O meu intuito é e será sempre levar a minha leitura através do que vejo .
 A dita poesia transformar-se-á agora em eternos louvores pelo que vejo, vivencio e aprecio!
O meu abraço de sempre para TODOS que me "virem"!
 
 
 
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 O Castelo, no alto, vigia a paisagem que dorme na beleza doce e pacífica do Alentejo,
onde  à noite o canto dos grilos se mistura ao das cigarras, embalando ainda mais
a sonolência da  Vila
 
 Aqui, continua o silêncio do Mosteiro com refrescos de árvores centenárias
que abrigam  memórias nas suas sombras

 Dentro, o mundo fica lá fora, e traz-nos a calma que acalenta e reconforta
da canícula do verão...

 ...trazendo recordações, levando recordações! Basta deixar-nos levar pela imaginação
que se prende na beleza que nos envolve...

... na vetustez e seriedade da entrada austera.

 Fora, envolvendo todo o conjunto, o chão em calçada portuguesa por onde se passeia debaixo
de sobreiros e oliveiras que nos cumprimentam juntamente com o aroma da terra.

 Assim se passam inesquecíveis férias neste Mosteiro , agora convertido nesta linda e romântica pousada em Arraiolos.
Afinal, "viver não custa, o que custa é saber viver!"

Beijo!

sábado, 20 de julho de 2013

Ouvi-te

 
 
 

 

 
Ouvi-te no som morto
                                     das águas planas
Encontrei-te no nunca
                                               do tempo ansioso por nascer
 

Agora
vejo-te no jardim da noite
onde o mocho
                                      pia o teu nome
                                     no lago dos segredos por dizer

 
Enxergo estátuas em ciprestes
beijo o abstrato da sombra
morrendo no abraço que deste

 
Porém
a música  que tocavas
                                          continua
                                           em paulatinos silêncios de alegria
                                que escrevo  na alma da lua
 
 
 
Manuela Barroso, in "Eu Poético"
  

domingo, 30 de junho de 2013

A Luz...

 


 
A luz acorda da letargia da noite
que em meus braços dormia

Rompo as trevas da saudade
abandono folhas secas
na monotonia da tarde

Nos contornos do sono
ondulam à janela
imagens em lençóis brancos
saudações
de um novo dia 
E na sombra ainda pálida
eras o sol ainda distante
aurora que em mim nascia

No chão
desenham-se
as horas
em saudades
cristais de lume
rodopio
noites secas
lua nova
desafio

Colho do silêncio o abraço

É primavera na noite
dormindo em meu regaço


Manuela Barroso, "Eu Poétuco"
Pintura: A. Belichenko

 

sábado, 8 de junho de 2013

Pedras


"Um monte de pedras deixa de ser um monte de pedras no momento em que um único homem o contempla, nascendo dentro dele a imagem de uma catedral."
 
 Saint-Éxupery 


 Ouço...


Ouço
os segredos
desta serra
que pernoita
na luz
 doce
desta bruma
que dorme
no chão leitoso
das pedras
nuas
 na imagem
que sinto
e
 não vejo...

Manuela Barroso, Excertos de "Poema Oblíquo"

 



  

  

Fotos: Arouca,
Serra da Freita
 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Eis que chega!


Eis que chega a primavera com todos os cambiantes e magias que lhes conhecemos, que nos encantam, que nos contagiam.
Fui espreitá-la longe do bulício e vestia-se assim:

 
















......
 ...E o Sol se ergue tranquilo e morno
Trazendo à Terra inteira harmonia
E cá no mundo tudo corre mansamente
Como preguiçoso rio, sem corrente
Num hino de louvor e alegria.

Manuela Barroso, in "Inquietudes"

quinta-feira, 7 de março de 2013