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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Um enlace...

 Foto -Google
Um enlace...
 meia  porta,
meia luz,
corpo terno,
abraçar!
Foge a sombra
nascem luzes
num tempo
que também é feito de mar!
E as ondas
que se deitam
assim na areia,
balbuciam sussurros doces
nos lábios quentes
da espuma.
Dormem os segredos
de sonhos feitos,
de alegrias
e de medos...
Qual ampulheta
onde cada hora
caía cérele,
Uma a uma!

                                  Manuela Barroso



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A menina dos caracóis!


Dias que nascem florindo manhãs inquietas!
E ela, a nossa Leninha, começa a sorrir da altura do seu sótão,
para os gorjeios das manhãs!
Janelas rasgadas ao  sol, a luz invade-lhe o peito enorme
que sorri para as flores e para as maritacas.
E antes que as nuvens ofusquem claridades,
eis que se antecipa aos vendavais da tristeza
que não deixa que  faça ninho neste coração enorme,
espalhando bondade e sorrisos nas melancolias
que bordam caminhos ao longe....
A vida vestiu-a de cores de menina, com cabelos anelados,
com saudades de futuro!
E este Sorriso que mora no outro lado do mar, atravessa o oceano
e chega com o aroma das rosas de maio.!
Por isso, deixa que eu escolha as tuas flores que gostava que abraçasses! Rosas brancas!
E tu a olhá-las, deixando que  o perfume  se entrelaçe,enfeitando os teus cabelos!
Para ti, minha querida Leninha,  quero deixar aqui  a ternura do  meu abraço enorme,
com o aroma das flores,
com o cheiro da ternura, neste dia de teu aniversário!
E que continues a vestir os nossos dias de alegria!
E tece as amizades com as cores da pureza dos linhos, em lençóis de graça e ternura.
Pinta os teus passeios com que nos brindas com as tuas palavras doces.
Passeia a tua  ternura com sorrisos de bondade e alma serena!
...E com a magestade da tua grandeza, porque hoje , tu és a Rainha!
Felicidades!
Parabéns!!!
Tchim...tchim....

Manuela Barroso

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Neve- Poetrix





Neve


Na flor branca da neve
colho flores
Gelo quente em tuas mãos

Manuela Barroso, "Ensaios Poetrix-cos"



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Nua


Dormindo toda nua, no seu leito
(Toda nua, dormindo), eu encontrei-a:
Arfava, os lindos seios sobre o peito
Como as ondas do mar buscando a areia.

Aos seus carinhos sempre tão afeito,
De lhe beijar o corpo tive ideia.
Mas seria fazer, se fosse feito,
Numa cena tão linda, cena feia.

Foi quando vi (que cego!), ela dormia,
Que sono, como amante nos regaços,
Ante o meu próprio olhar a possuía!

Então, ciumento em mim, dando dois passos,
Acordei-a! Mas, quando isto fazia
Já tinha para a amar, a cruz nos braços!


   Florentino Alvim Barroso,- "Vento e Ventanias"


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Amizades

As palavras colam-se no peito, engasgando o coração...
Mas sorrimos, quando de entre abrolhos que nos picam  a alma  como estiletes de ferro, aparece uma flor com pétalas de seda entre os cardos da vida!
...E quando me disserem que as amizades aqui são virtuais, aqui deixo o testemunho de uma amiga autênticamente verdadeira que fez o brinde com água do oceano!
...e o sal misturou-se com a minha terra de mar...
...e secaram palavras!
Obrigada Leninha!




terça-feira, 25 de outubro de 2011


 
Teu sorriso percorria os caminhos do vinhedo e o som de tua voz encantava os passarinhos.Criança alegre e que sentia "o tempo caindo como pétalas cansadas de flor vazia" e que "entrava no baile das vindimas,colhendo lágrimas que eram também sorrisos",adentraste a juventude e a maturidade sem sentir o peso dos anos vividos porque "o peso não diminuia o sorriso pois era o peso da alegria que não pesa."

Hoje é teu aniversário e eu gostaria de mandar instalar,como o Poeta,um alto falante,perto de tua janela para que os cantos dos passarinhos fossem ampliados e te acordassem,como uma sinfonia da natureza em tua homenagem...e meu desejo é que as flores de teu jardim se abram e exalem um doce aroma à tua passagem e que a claridade do sol ilumine o teu caminho e te deseje um bom dia...e que este dia seja luminoso e só te traga alegrias.

Para Manuela


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sementes

Rio Douro - Porto
                                                                                                               
 No deserto da tua boca
Espalho sementes de paz
Rebentos de amor
Em palavras de nuvens

                         Manuela Barroso

  

sábado, 8 de outubro de 2011

Soneto




             
Quem sou eu, donde vim, para onde vou?
Serei quem sinto ser-me, quando sinto?
Ou eu serei apenas esse absinto
Que outro bebeu e a mim me embriagou?

Como a loucura, transtornado estou,
Confuso e torvo como um labirinto.
Ao pressentir, porque me pressinto,
Eu não sei se sou eu, ou se não sou.

De que consiste a minha realidade?
Um fantasma que surge e me intimida
Como a mentira em face da verdade?

Página à toa lida e decorada,
Com palavras vãs se explica a Vida,
Se a ignorância não explica nada?

                                Florentino Alvim Barroso, "Vento e Ventanias"

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Gerês

 Serra do Gerês-Foto Minha



 A serra do Gerês

 Não há serra mais linda nem mais bela
Do que a minhota serra do Gerês.
É tão formosa que a beleza dela
Nos prende como um jogo de xadrez.

 Se os nossos olhos nós fitamos nela
Sem fala nós ficamos muita vez.
Parece pincelada numa tela
Uma pintura que um pintor lá fez.

 Não há serra mais linda que esta serra.
Até Deus p’ra fazer o Paraíso
Levou a cópia dela cá da Terra!
 
Por isso, com amor, sempre a diviso.
E, dirá bem e quem disser não erra:
A vê-la não se escreve, é de improviso!...

                                                          Florentino Alvim Barroso, "Vento e Ventanias"

  

sábado, 1 de outubro de 2011

Despertares



      Despertares

Enquanto o sol nascia
despertava a madrugada
da noite que expodia

                       Manuela Barroso, "Ensaios Poetrix-cos" 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sopro

Foto de João Xavier
Sopro de coração adormecido
bambu no vento
em crescendo sentimento.
Chama volátil
beijos de vela
apagada no dia
que se vê nela.
Sorrisos cegos
 adormecidos
em campo de papoilas.
Vermelha é a cor
do sopro da flor
simples
singela
mas bela.
 Vermelha é ela
e é a cor
da dor
do amor...
Ela...

Manuela Barroso, "Eu Poético II"
                                                               

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Casa em ruínas




Abadia - Minho
 
Em escombros, a casa de uma herdade                                                                                                   
Pela pedra se vê que foi vistosa,
Como velhinha que, apesar da idade,
Ainda tem traços de que foi formosa.

É triste, por ser triste, de verdade
Aquela que foi nova, vê-la idosa.
Depois que se ultrapassa a mocidade
Não há vaidade que não perca a prosa.

O tempo acaba todo o ser vivente.
E o que é velho nunca mais renova
Por ser morte contínua, permanente.

E o que mais acaba e disto é prova,
É vermos a velhice a ver a gente,
Que, como a casa em ruínas, já foi nova.
                          
                                Florentino Alvim Barroso, "Vento e Ventanias"

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Desflorir- Soneto


Flor de maracujá-  helenachiarello-fotografias.blogspot.com


Não colhas essa flor do teu jardim:
Da sua graça é tal a brevidade,
Que quando a colhes me parece a mim,
Alguém morrendo em plena mocidade.

Se a beleza é a ânsia que te invade,
Semeia e faz o bem! Fazendo assim,
Tu farás um jardim da humanidade,
Onde jamais as flores têm fim.

Verás então que as flores mais formosas
Não são as que se colhem com a palma
Da mão que enfeita jarras donairosas:

Mas aquelas que tu, à chuva, à calma,
Semeies (as mãos cheias, dadivosas),
Na terra em que pisar a tua alma!

                Florentino Alvim Barroso, "Vento e Ventanias"-Sonetos

sábado, 6 de agosto de 2011

Soneto-O jugo

Quinta dos Loridos - Bombarral
Neste mundo há fatais fatalidades,
De que escapar não pode o mais ladino:
A velhice é escrava das saudades,
Da devoção, escravo, o peregrino.

As mentiras são servas das verdades,
Condenado a dobrar, está o sino.
Porque nós, por incógnitas vontades,
Do berço já trazemos o destino.

Não há poder contra este poderio:
A travessia é obrigada à ponte
Como obrigado ao leito, está o rio.

É este o jugo a nos curvar a fronte.
Pois ódio seja, amor, calor ou frio,
O destino da sede é ir à fonte.

Florentino Alvim Barroso, "Vento e Ventanias"- Sonetos

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Inércia



O sol morria ao longe
e deitava-se no silêncio
cavado fundo
adormecido.
Nasceu o breu
negro e triste
num manto de solidão
deambulando as pedras
feitas as pedras do chão.
Fecharam-se as portas do peito
torre inerte de granito
cofre de saudade e mistério
terra fria em que me deito.

E no silêncio adormecido
pousando no fundo de mim
dorme também o vazio
nesta quietude sem fim...
                          
M.Barroso "Eu Poético III"

sexta-feira, 17 de junho de 2011

POÉTICA...



Trazias a noite
que dançava nas tuas mãos
e o sorriso
que navegava nos teus olhos.
A luz
escorria dos teus cabelos
numa imagem sinuosa de luz.
E o silêncio
aquecia as palavras
que se prolongavam na tua boca
como um navio em mar aberto
baloiçando com as marés.
A brisa
respirava docemente
e o perfume da maresia
foi o regaço do descanso.
E eras agora
a madrugada
descendo a tela do sossego da noite
que não adormeceu!..

                                                M.Barroso "Eu Poético"

quarta-feira, 11 de maio de 2011

VOLÚPIA


 Imagens Google

Seu corpo, se de noite eu o tocasse
Era a curva da Terra, ou parecia.
Cada beijo que eu desse em sua face
Logo rompia, nele, a luz do dia!..

E, como morna cinza que restasse
Do fogo que aos dois juntos, aquecia,
Seu corpo após beijado, se o beijasse,
Tornava a pegar fogo, logo ardia!..

E, quando, fatigado pelo amor,
Seu corpo contemplava, adormecido
Na postura, fazia-me supor

O tronco duma árvore, caído,
Que, após o muito fruto e muita flor,
Caíra ao chão, depois de ter florido!..

                                                    

                   Forentino Alvim Barroso, In " Vento e Ventanias"



( Como homenagem a Tio Poeta que ainda não julga sê-lo...)

quinta-feira, 31 de março de 2011

POETRIX - NOITE

CREPÚSCULO-Fotografia de Helena Chiarello

NOITE

AS PÁLPEBRAS DA NOITE
 FECHARAM OS MEUS OLHOS
 QUE DORMIRAM ACORDADOS!

manuela.



quinta-feira, 24 de março de 2011

PRIMAVERA



São os primeiros sorrisos do tempo que começa a acordar!
Não são fotografias com a pose de um modelo fotográfico...
Mostram antes a rusticidade de um quintal que não pede licença para sorrir nem para passear pela casa!
E é na simpicidade da flor que dará fruto, e na beleza de uma flor que se envaidece com a cor...que aqui deixo a simplicidade do gesto em flor...flores do meu quintal!
Bendita sejas Primavera!

"Assim como a primavera é muito amada pelas árvores, pássaros e peixes... Você não conhece sua primavera espiritual íntima. Ela ainda não veio, você ainda não a convidou. A primavera exterior vem e vai, vem e vai, mas a primavera interior só vem e nunca vai. É uma primavera eterna. Suas flores são flores da eternidade.
Uma vez iluminado você fica para sempre iluminado. Não há nenhum modo de voltar atrás. Quão mais esplendorosa e quão mais milagrosa será a primavera interior! Mesmo a exterior é tão grande; a interior não é apenas quantitativamente grande, ela é também qualitativamente grande.
A busca da verdade é a busca da primavera interior. "
OSHO.

quinta-feira, 17 de março de 2011

NOSSO LAR!

...........................Em Passeio................................


"A cada dia as suas preocupações"!
Mas é aqui onde nos depositamos nos fins de cada tarde, deixando cair os braços no abraço de cada dia...
...É aqui onde voltamos a vestir a nossa pele, para sermos nós próprios!
...É aqui onde partimos a couraça para nos protegermos do combate das horas intermináveis!
...É aqui onde tiramos a máscara para nos escondermos de nós mesmos!
...É este o mundo que criámos, e onde escrevemos a história que um dia imaginamos e da qual fazemos parte como personagem...
Sonho para uns...
Pesadelo para outros...
Mas... como seria bom que fosse para todos...
"Lar, doce lar!"

sexta-feira, 11 de março de 2011

O HOMEM E A MULHER


O HOMEM E A MULHER

“O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono.
Para a mulher, um altar.
O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz; o coração produz amor.
A luz fecunda; o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão.
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence; as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos.
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece; o martírio sublima.
O homem tem a supremacia.
A mulher, a preferência.
A supremacia significa a força.
A preferência representa o direito.
O homem é um génio; a mulher, um anjo.
O génio é imensurável; o anjo, indefinível.
Contempla-se o infinito, admira-se o inefável.
A aspiração do homem é a suprema glória.
A aspiração da mulher é a virtude extrema.
A glória faz tudo grande; a virtude faz tudo divino.
O homem é um código.
A mulher, um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem pensa, a mulher sonha.
Pensar é ter no crânio uma larva.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano, a mulher um lago.
O oceano tem a pérola que adorna.
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa.
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.
O homem é um templo.
A mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos.
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
Enfim…
O homem esta colocado onde termina a terra;
A mulher onde começa o céu…”
VICTOR HUGO

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

FLORES

"Sêde simples como as flores do campo"!

Esta obra exuberante do Universo, é um desafio para qualquer mergulhador na linguagem escrita, tentando penetrar no Belo, através de símbolos que procurem descrever o que é indescritível!
Em qualquer flor, está lá estampado o génio da Criação...
Em qualquer flor se lê a harmonia do Universo...
Em qualquer flor se sente a linguagem das coisas simples, escritas no silêncio das pétalas...
Mas em qualquer flor se ouve o grito de cores que chama pela vida!
Simples. Parece!
Mas, como diz o poeta:
"As coisas muito claras me noturnam" !

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CACTOS

Eis a beleza em estado puro!
Natureza!
Uma imagem que me leva para infindáveis perguntas , deambulações, interiorizações, cogitações ,meditações...
Do mais agreste solo,não são só as ervas frágeis que vingam-e como vingam- mas uma planta feita flor que de tudo se socorre para poder subsistir , dizendo "Olhem para mim!"
Sim, ela sabe explorar o olhar!
Sabe aproveitar o chão!
Sabe captar a atenção, com a humildade da cor e do tamanho feita ...flor.
Humildade de rainha!
E do que parece nada, nasce um tudo!
E do que parece vazio, enche-se a alma!
E...maravilha das maravilhas... da planta mais áspera e mais tosca-parece-(!) nascem as mais belas, resplandecentes e delicadas flores!
"Normal"... dirão uns. "É assim a Natureza", dirão outros...
Pois ...e é normal e é natural porque parece insignificante.Mas para mim "O essencial é invisível aos olhos..."(Saint Exupéry).
Quisera ter alguma capacidade, para saber ler, interpretando, o que um cacto e suas flores, me escondem...
...Só terei capacidade de olhar, admirando...
...Capacidade de ser incapaz...
...De não saber explicar o que sinto!...
Memórias...que o tempo me traz...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O MEU LAGO

Não me importaria de me deixar abandonar neste barco e deixar-me levar pela corrente mansa do lago que me fascina...
...Teria a certeza que a sua ondulação seria proporcional à ansiedade do meu Eu...
Uma confiança numa consonância mútua que o elegeria como o meu lugar seguro...
A paz das águas, a quietude das márgens verdes, a cor aconchegante e meiga do céu que adormece em paz, que mais me completaria?
...Outra alma que pensasse como eu...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

À VARANDA

As janelas são os olhos da casa.
Mas nem sempre proporciona o conforto necessário, para apreciar "os mundos".
Eis que surge uma alternativa: a varanda ou "balcon" na linguagem gaulesa.
Daqui, não se olha, vê-se!
Comodamente sentados, espraiamos os olhos pela cidade ou pela a aldeia e a mente lê a mensagem, descodifica-a conforme as circunstâncias...
...E no tear da imaginação começam a fabricar-se os tecidos com que nos vestimos dia-a-dia...
Mas cuidado com a matéria-prima!..