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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Ocaso[s]



Os dias são ocasos dos teus minutos.
Repousas e saboreias o calor das cores do poente. Nele mergulham as tuas interrogações e o êxtase na grandiosidade deste Belo que te fala, mudo.
Cada dia é o ocaso de ti.
Ouve o cântico do sol e se puderes, sorri.

Manuela Barroso

      FELIZ 2015




 Obrigda, Gracita!
Feliz 2015!



sábado, 20 de dezembro de 2014

Pegadas


Procurarás o fim último do teu dia, numa peregrinação incansável até atingires o reflexo  da paz.
    Deixa as pegadas para saber novas de ti.

MBarroso

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Caíam




CAÍAM pedaços de sol
na janela branca
redobrando a luz morna
que ia já dentro da cortina mole.
também ela dançava
com o vai e vem do pensamento
asa larga, sem controle.

nos braços
o peso compacto  do nosso corpo 
e
num só bailado
desciam as margens
rumo ao mesmo porto.


Manuela Barroso, "EU Poético VI"

                              

sábado, 15 de novembro de 2014

Cada pingo...



Cada pingo de chuva é uma nota musical que me traz segredos de ti.

deixo que escorra nos sulcos das minhas mãos,
até se solidificarem nos cristais das palavras
que me trazem o teu nome.

deixo que permaneça mudo
como frutos caídos de outono,
despedindo-se da vida,
à espera de um rebanho de larvas.

deixo que flutue na pele silenciosa deste lago
onde as folhas caídas
são penas que contornam seixos noturnos,
no deserto de penedos nus.

e cada pingo de chuva
é um cristal teu, suspenso na noite
mais clara que o breu.


Manuela Barroso, in "Eu Poético"

domingo, 12 de outubro de 2014

Rochas


Chamas-me rocha, material inerte, sem vida,
porque não sabes ler-me
Acham-me tosca porque não tenho a delicadeza
fina do limbo das folhas, não tenho a graça bailarina
dos ramos, não tenho a leveza e agilidade das nuvens,
nem a maleabilidade da terra, a permeabilidade da areia,
nem a insustentável leveza do pó…
....
....
Manuela Barroso, "Divagando"



terça-feira, 5 de agosto de 2014

Saber-te...


 Imagem Net


Saber-te longe ou perto, que importa
se os passos do teu sorriso
me conduzem ao bucolismo do vale
onde se espraiam os meus sentidos?

Aproxima docemente o teu olhar do meu vulto
cercado peas espigas amarelas do trigal
na elegância do bailado nas  asas dos sopros de brisa
triunfando  na terra, no aroma e sal

Leva-me na transparência do brilho
no voo das tintas dos teus olhos
para morrer na insónia das tuas mãos

E  no mistério da penumbra
divagaremos na íntima muralha
enquanto a noite se afunda


Manuela Barroso in "Eu Lírico"





Pausa.
nova jornada
novo caminhar
voltarei
para  vos abraçar!






sexta-feira, 4 de julho de 2014

Rosas

As palavras são sombras opacas na avenida da tua cor.
sacode-se de ti a beleza raínha da florescência cândida
no desenho feito de febre, na luminosidade das tuas asas.

quem te fez assim feiticeira no algodão doce das tuas sedas?
que lume atravessa o sorriso diáfano de cada pétala tua?
és o poema feito flor, mesmo que o vento sopre, deixando-te nua.


Manuela Barroso


( As minhas rosas de maio, 2014. Clique para ampliar)

domingo, 22 de junho de 2014

Lírios

 Quero apertar-te no colo do meu peito
Ergo as mãos à espera de ti escondendo o beijo
no livro da minha pele. E demoras .
Soltam-se os braços; caem numa última sedução, 
chamando o teu olhar.
Sorrio-te na labareda suave das minhas cores 
que iluminarão outras flores no silêncio noturno
Vem.
Espero-te na casa da madrugada


Manuela Barroso

( Clique para ampliar)

Cores e flores de Mim
Junho, 2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

CONVITE

Com palavras nasceu amizade
da amizade nasceram laços
e é com eles que vos convido 
com os mais ternos abraços

para o nosso "LAÇOS"

Beijo!

Manuela Barroso 










 Do meu bom e querido amigo Sol de Esteva,(acordarsonhando.blogspot.com)
 com a gratidão das autoras(coracaoentrepalavras.blogspot.com e anjo azul).


Um projeto com a iniciativa do Editor da Versbrava.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Flores Silvestres


Sou filha do chão, bebo o leite dos orvalhos.

Não alcanço a plenitude dos voos mas
voo na plenitude da cor, na graça com que 
são feitas todas as flores.
Tudo é pequeno em mim mas tenho a beleza
que atrai os olhares dos insetos que repousam
na pele da minha seda.
Não me querem em jardins.O meu palácio é a terra
onde  plantam outros canteiros; 
não tenho a ternura dos jardineiros
mas o afago das abelhas trazendo-me travos  de mel.
Sou filha do sol e do chão
a alegria dos caminhos
nos olhos de solidão.

Manuela Barroso

Flores Silvestres, 2014


Clique para ampliar

Caminhando pelas nossas veredas




domingo, 4 de maio de 2014

No Silêncio

 Imagem da net

           
No silêncio da copa das árvores escrevi o teu nome.
No segredo do vento, enfeitei-te de beijos escritos nas
folhas, em lábios azuis tremendo de frio.
Neste ninho verde, projectei mistérios onde me refugio.       
Debato-me com os encantos da alma ouvindo-os na brisa
que despenteia os  cabelos numa indiscreta carícia
e rebeldia.
Os olhos balouçam nos braços desta árvore que os vejo
como teus, onde me deixo prender como um laço, numa
imagem doce que teimo não esquecer

Manuela Barroso                                          






Amo-te, Mãe!