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domingo, 4 de maio de 2014

No Silêncio

 Imagem da net

           
No silêncio da copa das árvores escrevi o teu nome.
No segredo do vento, enfeitei-te de beijos escritos nas
folhas, em lábios azuis tremendo de frio.
Neste ninho verde, projectei mistérios onde me refugio.       
Debato-me com os encantos da alma ouvindo-os na brisa
que despenteia os  cabelos numa indiscreta carícia
e rebeldia.
Os olhos balouçam nos braços desta árvore que os vejo
como teus, onde me deixo prender como um laço, numa
imagem doce que teimo não esquecer

Manuela Barroso                                          






Amo-te, Mãe!

19 comentários:

Sissym Mascarenhas disse...


Manoela,

Queria muito ver minha mãe.
Sou muito sentimental e vejo que ela está envelhecendo... tão longe... recentemente fez um operação delicada, queria abraça-la. Te digo isso, porque senti emoção neste seu poema e a imagem me tocou profundamente, especialmente como fechou: amo-te, mãe!

Beijos

✿ chica disse...

Linda poesia, puro sentimento!! beijos,ótima semana,chica

Calu B. disse...

Sentimentos interligados pelo cordão do amor foram aqui lindamente poetizados.
Ligação intensa e querida.
Bjos, Manuela.
Calu

Graça Pires disse...

Muito belo o poema com ligações indestrutíveis à mãe, cujo amor merece todas as palavras belas...
Beijo.

ॐ Shirley ॐ disse...

Doce imagem que não dá para esquecer...
Querida Manuela, beijo e muita paz!

Duarte disse...

Expressão dum profundo sentir, tão forte que faz-se insolúvel, perenne.
Abraços de vida, querida miga

Nilson Barcelli disse...

Não há nada melhor do que nos deixarmos prender nos segredos do vento e no silêncio... porque não queremos esquecer.
Excelente poema, como sempre. Gostei imenso.
Tem um bom domingo, querida amiga Manuela.
Beijo.

A.S. disse...

O MEU ABRAÇO!...

Humberto Maranduva disse...

A palavra... em pinceladas de estilo, de desejo elíptico, locutório, espiritual, calemburado na predigistação oculta no sentido essencial do verbo num entrelaçamento de associações, onde o simbólico é servido na taça do imaginário, num exercício de subtil regresso às origens da casa uterina.

Beijinhos, minha querida
Manel

Cadinho RoCo disse...

Poema delicioso, mas não posso deixar de destacar a belíssima foto da janela que traz em si a limpeza de puríssima sensualidade.
Cadinho RoCo

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Passou o dia 4, passou o dia 11,dias das mães lusas e brasileiras, respectivamente, e só hoje vim ver essa bela imagem completada com um primor de poema. Valeu a demora,apreciei melhor...mais calmamente...Mesmo assim, saio com saudades da minha mãe, que há tanto tempo se ausentou.
Beijos, Manu! Feliz semana...

Anne Lieri disse...

Profundo e lindo seu poema,Manuela! Adorei! bjs,

Evanir disse...

Um dia um certo dia, talvez já não se possa,
nesta vida, recomeçar.
Não deixemos que o tempo passe e,
com ele, a ocasião de recomeçar
um dia que podemos encher de felicidade.
Recomeçar de um ponto de um lugar.
Recomeçar com um gesto, com uma palavra,
com um abraço
O sucesso nessa vida depende de nós ,
mais acima de tudo de Deus.
A você um abençoado final de semana.
Beijos e meu eterno carinho amada madrinha.
Evanir..

Maria Emilia Moreira disse...

Olá Manuela!
MÃE para mim não tem dia. Mas há que ajudar o comércio na venda de obejectos vários para as mães. Sabemos que há filhos que as deixam entregues a si próprias e alguns nem no dito dia se lembram delas. O poema está como é habitual, maravilhoso! Um abraço.

Anne Lieri disse...

Bom demais reler essa beleza de poesia! E tem uma sua no meu blog hoje:

http://recantodosautores.blogspot.com.br/2014/05/estendo.html

bjs,

Evanir disse...

Um abraço bem forte, bem verdadeiro,
abraço longo, cheio de sentimento.
Venho deixar meu abraço pelo dia do abraço
com muito carinho da sua afilhada.
Evanir.

Olinda Melo disse...


Adorei estas suas palavras, cara Manuela, dirigidas à sua Mãe.
O sentimento que nos liga às nossas mães é indestrutível. Prevalece para além do tempo e de todas as contingências.

Bjs

Olinda

Teresa Almeida disse...

Aqui está a tua marca na subtileza do sentir. É tão leve e profundo este amor que só poderia ter um destinatário: mãe.

Escreve, amiga!
Beijo meu.

Paulo Francisco disse...

Lendo e vendo, Vendo e lendo... cheguei até aqui; Lindos textos, belas imagens.
Um grande abraço