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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Silêncio e Paz

 



O dia vai escavando o tempo no aqueduto frio do silêncio. 
Sem brisa, nem pássaros, nem calor .
A luz vai-se dissipando por entre o nevoeiro turvo com  a PAZ flutuando.  


Texto: manuela barroso


terça-feira, 26 de abril de 2022

Abandonas-te


 

Abandonas-te na imensidão do crepúsculo

e de novo deixas em cada viagem o sol-pôr da saudade.


Manuela Barroso

(Imagem e texto)



sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Deixa-me

 


Deixa - me olhar - te, flor minha.
Não há calvário nem dor
No trilho do teu caminho
Embora rocha e azul
Sejam as penas do teu ninho .


Imagem e texto: Manuela Barroso


 12/11/2021




segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Flores Na Noite

                                                                      Flores na Noite



Não a cor das flores que no mais profundo breu ainda acordam a alegria envergonhada misturada com o negro do céu.



 Não a lua, não o Belo nocturno que mesmo tingindo de negro, coração e alma é o convite à reflexão, serenidade, calma.

Noite. Flores na noite.
Tudo estremece.
A vida dorme.
Os vermes regurgitam da terra na avidez da fome.
Não a cor das flores que no mais profundo breu ainda acordam a alegria envergonhada misturada com o negro do céu.
Tudo foge.
Não a lua, não o Belo nocturno que mesmo tingindo de negro, coração e alma é o convite à reflexão, serenidade, calma.
É tempo de ter tempo demais, no tempo que se faz pouco.
Tudo cai.
Não o silêncio que se esconde colado ao corpo,
na luz leitosa que aos poucos se esvai.
 
 
Manuela Barroso
Fotos Minhas

domingo, 14 de junho de 2020

No silêncio...


Fotos pessoais


 No silêncio de minha casa ouço as vozes
das flores
até os segredos têm asas, com penas
de tantas cores.
Volto sempre a esta casa onde a quietude
é cambraia
que me envolve em seus braços e onde minha alma
se espraia.

MBarroso



domingo, 10 de maio de 2020

Diz-me porquê

 Foto Minha

...

Partem vidraças, rompem fronteiras em desumana febre
rasgam cortinas de luz e poeira, que mediante a paz
tanto me faz viver num palácio como num casebre.
Diz-me porquê.

Manuela Barroso -"Luminescências" Seda Editora